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Após desocupação, manifestantes enfrentam a polícia na Turquia

De acordo com a imprensa local, a operação de desocupação dos manifestantes da Praça Taksim e do parque deixou "vários feridos"

15 jun 2013
17h37
atualizado às 17h47
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A polícia turca travou um confronto com vários grupos de manifestantes no centro de Istambul após o despejo forçado do acampamento montado no parque Gezi, símbolo da onda de protestos antigovernamentais registrada nas últimas semanas na Turquia, informou a imprensa local.

<p>Após o premiê turco anunciar que usaria a força para retirar os manifestantes, jovens enfrentaram os policiais em Istambul</p>
Após o premiê turco anunciar que usaria a força para retirar os manifestantes, jovens enfrentaram os policiais em Istambul
Foto: AP

Alguns dos manifestantes deslocados da Praça Taksim e dos arredores do parque Gezi decidiram se reunir no próximo distrito de Harbiye, onde novamente enfrentaram a repressão das forças antidistúrbios.

Uma grande multidão se agrupou na região de Galatasaray e na avenida Istiklal, que dá acesso a Praça Taksim, enquanto em outro bairro da cidade, Besiktas, um grupo de moradores bloqueou o transito de outra importante via.

De acordo com a imprensa local, a operação de desocupação dos manifestantes da Praça Taksim e do parque deixou "vários feridos", embora não tenham especificado um número concreto, enquanto o som das sirenes das ambulâncias podia ser ouvido por toda cidade.

Após a divulgação da notícia sobre o despejo no centro de Istambul, inúmeras manifestações começaram a ser formadas em outras cidades, como a capital, Ancara, a terceira cidade do país, Esmirna, e outras cidades de menor tamanho, caso de Adana, Eskisehir, Samsun e Antalya.

Em Ancara e Esmirna, por exemplo, várias pessoas protestaram com um enorme panelaço, no qual os manifestantes também gritavam palavras de ordem contra o governo islâmico moderado do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

Após o despeço do parque Gezi, milhares de pessoas começaram a se concentrar no parque Kuguilu, em Ancara, um novo símbolo dos protestos antigovernamentais na capital turca.

Uso da força
Mais cedo, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, advertiu que a polícia usaria a força para retirar quem continuasse ocupando o parque. "Falo abertamente. Se amanhã não estiver vazio, as forças de segurança o esvaziarão. Este Estado não é vosso brinquedo", anunciou Erdogan em um comício de seu partido, o islamita moderado AK, em Ancara.

Erdogan voltou a prometer que não empreenderá a reurbanização que causaria a destruição do parque até que os juízes determinem se o projeto é legal e que, em qualquer caso, organizará uma consulta popular. "Se as pessoas decidirem que querem o parque, o deixaremos. Se o povo quiser o museu municipal, o construiremos. Faremos o que o povo quiser", prometeu em referência a um dos possíveis usos previstos para o edifício que substituiria essa zona verde.

EFE   
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