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Após 461 mortes, Turquia aceita ajuda externa por terremoto

26 out 2011
06h33
atualizado às 07h20

O governo turco mudou de postura e decidiu aceitar a ajuda oferecida por vários países, incluindo Israel, para apoiar os trabalhos de assistência após o forte terremoto do último domingo, que deixou 461 mortos e 1.352 feridos na província oriental de Van.

Mulheres permanecem sobre os escombros de prédio que desabou no domingo após o terremoto de 7,2 graus de magnitude, em Ercis
Mulheres permanecem sobre os escombros de prédio que desabou no domingo após o terremoto de 7,2 graus de magnitude, em Ercis
Foto: EFE

Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, são necessárias tendas de campanha e casas pré-fabricadas para alojar as centenas de pessoas que perderam seus lares e que, em muitos casos, não tiveram um teto para se abrigar das baixas temperaturas durante a noite. O comunicado indica que o governo turco contatou todos os países que tinham oferecido ajuda e solicitou esse material.

A decisão de aceitar ajuda do exterior inclui também Israel, país com o qual a Turquia mantém tensas relações e que está preparando o envio de estruturas que possam ser empregadas como casas.

A chegada de equipes de salvamento estrangeiras também tinha sido rejeitada por Ancara, sob o argumento de que não se fazia necessária, e apenas as equipes enviadas por Azerbaijão e Irã (países contíguos com a região afetada pelo terremoto) estão trabalhando na zona.

O próprio governo turco reconheceu ontem que há escassez de tendas de campanha, enquanto o pró-curdo Partido da Paz e da Democracia denunciou falhas na distribuição de ajuda. O partido assegurou, ao contrário do que afirma o governo, que as equipes de resgate ainda não chegaram a muitos povoados da província de Van, a parte mais pobre do país e onde vive boa parte da minoria curda.

Nos esforços para buscar sobreviventes, as equipes de salvamento conseguiram resgatar três pessoas nesta quarta-feira, quase três dias depois do terremoto. Os três tinham ficado presos em edifícios na cidade de Ercis, a mais devastada pelo terremoto de 7,2 graus de magnitude na escala Richter.

A última pessoa resgatada é Gozde Bahar, uma professora de 27 anos que foi retirada dos escombros às 3h (horário de Brasília), 66 horas depois do sismo. Segundo informou o Ministério da Saúde, outras 40 pessoas foram resgatadas de edifícios destruídos ontem.

EFE   
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