Alemães apoiam austeridade na UE e preferem Sarkozy

 

A maioria dos alemães em todo o espectro político apoia a insistência da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel em que a zona do euro mantenha rígidas políticas de austeridade a fim de reduzir seu pesado endividamento, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

Os resultados da pesquisa do instituto Infratest Dimap, publicados pelo jornal Die Welt, darão cobertura política a Merkel contra os apelos da zona do euro por uma disciplina fiscal menos rígida e por mais ênfase na promoção do crescimento.

A pesquisa mostrou que 55 por cento dos alemães são favoráveis a manter o foco na disciplina fiscal - uma maioria que se estende aos partidários da oposição - e que apenas 33% apoiam iniciativas de crescimento financiadas por novos créditos.

A economia alemã, maior da Europa, vai bem apesar da crise da dívida e do desemprego acentuado na zona do euro. Mas os contribuintes alemães estão insatisfeitos por bancarem resgates de nações endividadas, como a Grécia, vistas por muitos como gastadoras irresponsáveis.

Na vizinha França, o candidato socialista a presidente, François Hollande, defende medidas de estímulo econômico, mas as pesquisas indicam que 50% dos alemães entrevistados preferem a vitória do conservador Nicolas Sarkozy, atual presidente e aliado de Merkel. Só 24% torcem por Hollande.

Internamente, o partido CDU (democratas-cristãos, de Merkel) continua sendo o mais popular, com 34% das preferências, contra 28% do SPD (social-democratas).

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