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Advogados de Berlusconi apresentam investigação sobre caso Ruby

25 jan 2011
18h21
atualizado às 19h20

Os advogados do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apresentaram ao parlamento uma investigação própria sobre o caso Ruby, a jovem marroquina que quando era menor de idade compareceu a festas privadas do político.

Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby, disse ter recebido 7 mil euros do premiê, mas negou ter feito sexo
Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby, disse ter recebido 7 mil euros do premiê, mas negou ter feito sexo
Foto: AP

Segundo a imprensa italiana, a investigação apresentada à Junta para as Autorizações da Câmara dos Deputados inclui 29 interrogatórios a testemunhas consideradas fundamentais pela defesa.

Entre esses testemunhos entregues à junta está o da jovem Ruby, quem supostamente teria recebido dinheiro e presentes para manter relações sexuais com o chefe do governo.

Nos documentos apresentados pela defesa de Berlusconi, Ruby afirma que conheceu o político em 14 de fevereiro de 2010 e que foi apresentada a ele como a sobrinha do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Ruby confirma as declarações que Berlusconi deu por telefone à delegacia de Milão em 27 de maio de 2010, quando pediu que libertassem a jovem, acusada de um pequeno roubo, e alegou que se tratava de uma parente de Mubarak.

No entanto, a versão apresentada pela defesa do primeiro-ministro contradiz com o que a jovem disse em um programa de televisão em 19 de janeiro, quando afirmou que nunca falou que era parente de Mubarak.

Segundo a jovem, ela teria dito a Berlusconi apenas que era egípcia. Além disso, como revela o jornal La Repubblica , a data na qual Ruby afirma ter conhecido Berlusconi contradiz com a declaração feita por outro dos interrogados pela defesa, Lele Mora, amigo do primeiro-ministro, quem afirma que os apresentou em 2009.

Ruby reitera em suas declarações, feitas por escrito aos advogados de Berlusconi, que jamais manteve relações sexuais com o político, como já afirmou em várias entrevistas a diferentes veículos de comunicação.

Entre os testemunhos recolhidos pela defesa de Berlusconi, que ressalta que não cabe à Promotoria de Milão tratar do caso, está também o de Giuseppe Spinelli, homem de confiança de Berlusconi que cuidava dos assuntos relativos à família do primeiro-ministro.

Spinelli admitiu que entregou a Ruby 8,5 mil euros, mas ressalta que Berlusconi disse a ele que a jovem necessitava de ajuda. "Quero deixar claro que Berlusconi com frequência me envia a pessoas necessitadas para que eu veja do que elas precisam" e se é possível "que as ajude economicamente", afirmou Spinelli, quem se transformou em um dos protagonistas da investigação depois que a Promotoria solicitou a investigação de seus escritórios.

A polícia ainda não pôde ter acesso ao escritório de Spinelli, onde a Promotoria acredita que haja documentos relevantes que demonstram os pagamentos a jovens para participar das festas de Berlusconi, porque ele possui imunidade parlamentar.

EFE   

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