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Encontrados em Munique quadros de grandes mestres levados por nazistas

3 nov 2013
17h46
atualizado às 18h50
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Quase 1,5 mil pinturas, incluindo obras de Picasso, Matisse e Chagall, que pertenciam a colecionadores judeus e foram confiscadas pelos nazistas, foram encontradas em um apartamento de Munique, revela neste domingo a revista alemã Focus. O ministério público de Augsburg, encarregado da questão e citado pela agência de notícias dpa, rejeitou comentar a informação.

Segundo a revista, os quadros de grandes mestres do século XX, incluindo os pintores alemães Emil Nolde, Franz Marc, Max Beckmann e Max Liebermann, têm um valor estimado em um bilhão de euros e foram encontrados no apartamento de um idoso.

O pai do idoso, um colecionador, comprou as obras de arte nos anos 30 e 40, após seu confisco pelos nazistas ou de judeus que fugiam da Alemanha.

Várias obras foram confiscadas por agentes do Terceiro Reich sob a classificação de "arte degenerada", em oposição à arte oficial prestigiada por Adolf Hitler, e posteriormente vendidas pelos nazistas.

Durante cerca de 50 anos, o filho do colecionador guardou as obras no apartamento, mas vendeu alguns quadros para se manter. Entre as obras há um quadro de Henri Matisse que pertencia ao colecionador judeu Paul Rosenberg, forçado a abandonar sua coleção quando fugiu para Paris, revela a Focus.

Segundo a revista, Gurlitt tinha uma avó judia e não era bem visto pelos nazistas, mas mantinha numerosos contatos entre o meio artístico e foi encarregado pelo ministro nazista da Propaganda, Joseph Goebbels, de vender quadros de "arte degenerada" para outros países.

Ao final da Segunda Guerra Mundial e com a derrota nazista, Gurlitt se defendeu de suas ligações com o Terceiro Reich alegando sua descendência judaica e o fato de não integrar qualquer organização nazista. Gurlitt também afirmou ter ajudado vários judeus e artistas perseguidos ao comprar suas obras.

Os nazistas roubaram milhares de obras de arte na ocupação da Europa durante a Segunda Guerra Mundial. O ministério público de Augsburg, encarregado da questão e citado pela agência de notícias DPA, rejeitou comentar a matéria da revista.

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