1 evento ao vivo

EUA: Vaticano é alvo de mais uma denúncia de pedofilia

Um homem que afirma ter sido na infância vítima de abuso sexual de um padre apresentou nesta quarta-feira, em Los Angeles, uma ação judicial contra a ordem dos salesianos e o Vaticano.

30 jun 2010
23h14
  • separator
  • comentários

LOS ANGELES, 30 Jun 2010 (AFP) -Um homem que afirma ter sido na infância vítima de abuso sexual de um padre apresentou nesta quarta-feira, em Los Angeles, uma ação judicial contra a ordem dos salesianos e o Vaticano.

Na ação, que exige uma indenização não especificada, o homem afirma que foi vítima de abusos sexuais nos anos 60 do sacerdote Titian "Jim" Miani, quando era aluno de uma escola secundária católica na cidade de Bellflower, no sul da Califórnia.

"A ação apresentada esta manhã é um testemunho da valentia do sobrevivente e envolve o Vaticano, a ordem mundial Salesiana e as províncias da Sociedade Salesiana" onde existiram casos de abuso sexual contra menores por parte deste sacerdote, disse Jeffrey R. Anderson, advogado do suposta vítima, hoje com 59 anos.

Anderson destaca que as autoridades salesianas e o Vaticano foram cúmplices ao proteger o padre Titian Miani, transferido para seis paróquias em quatro países: Brasil, Itália, Estados Unidos e Canadá.

"Estas organizações estão envolvidas porque cada uma permitiu a este delinquente, o padre Jim Miani, percorrer escolas e paróquias abusando de crianças", destacou Anderson.

"Isto foi permitido por seus superiores da ordem e até pelo Vaticano, por membros do Vaticano".

Na segunda-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu não se pronunciar sobre a imunidade da Santa Sé em um caso de pedofilia envolvendo padre, o que abre caminho para o Vaticano ser responsabilizado civilmente por atos cometidos por seus sacerdotes nos EUA.

A recusa dos nove magistrados do Supremo significa que a decisão de um tribunal de alçada é definitiva. Com isto, a justiça americana terá jurisprudência para examinar a qualidade de "empregador" do Vaticano em relação ao padre em questão.

afp/LR

AFP   

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade