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Estudo: pobreza diminui e países miseráveis podem erradicá-la em 20 anos

18 mar 2013
03h34
atualizado às 03h42
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A pobreza no mundo está diminuindo "significativamente" e alguns dos países mais miseráveis do planeta caminham para erradicar o problema nos próximos 20 anos. As previsões otimistas foram apontadas pelo relatório " How Multidimensional Poverty Went Down: Dynamics and Comparisons " (" Como a Pobreza Multidimensional Diminuiu: Dinâmicas e Comparações " em tradução livre), da universidade inglesa Oxford. O Brasil não foi analisado no estudo.

Nas últimas semanas, ao anunciar a integração de cerca de 2,5 milhões de pessoas que recebem menos de R$ 70 por mês aos outros 22 milhões beneficiários do Bolsa Família, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o País projeta erradicar a pobreza extrema. Especialistas, porém, questionam os efeitos da medida, que não teria registrado todos os miseráveis e deveria ser acompanhado de outros programas para ter o efeito esperado.

Ao todo, 22 nações do chamado terceiro mundo foram avaliadas. A conclusão foi que 18 delas reduziram seus índices de "pobreza multidimensional" significativamente, mesmo que tenham instituições "imperfeitas".

"Como constatamos em todo o mundo, pobreza é mais do que dinheiro - é também saúde, alimentação, emprego e segurança", explicou Sabina Alkire, co-autora do relatório, que é publicado anualmente desde 2010. O índice utilizado leva em questão indicadores em todas essas áreas.

Em ordem decrescente, os países que mais se destacaram foram Nepal, Ruanda, Bangladesh, Gana, Tanzânia, Camboja, Bolívia e Colômbia. Apenas Madagascar registrou piora no quadro e Jordânia e Senegal tiveram desempenhos considerados baixos.

No caso nepalês, a queda apontada de pobreza foi de cerca de 10% ao ano entre 2006 e 2011. Caso a média seja mantida, o país conseguirá, segundo o estudo, erradicar a miséria em 20 anos.

"O mundo está testemunhando uma época de 'rebalanço global', com grandes avanços em pelo menos 40 países miseráveis, que tiram milhares da pobreza e formam uma nova 'class média global'. Nunca na história houve tantas condições para progredir e mudar a vida de tantas pessoal tão radicalmente e tão rápido", diz o relatório.

Em nações como Afeganistão, Etiópia, Ruanda e Serra Leoa, além dos projetos dos respectivos governos dos países, foi destacado como fator determinante a forte ajuda internacional, que possibilitou, através de doações, investimentos em escolas, clínicas de saúde, infraestrutura, saneamento e moradia.

Segundo os dados apresentados, apesar dos notáveis avanços, atualmente um total de 1,6 bilhão de pessoas vivem em condições de pobreza "multidimensional" em todo o mundo, espalhados em cerca de 100 países. Entre as regiões com mais miseráveis, o primeiro lugar ficou com o Sul da Ásia e no Subcontinente Indiano (40% do total), seguida pela África Subsaariana (33%).

Terra

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