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Suspeito de enviar cartas venenosas a Washington é imitador de Elvis

18 abr 2013
14h10
atualizado às 16h18

Paul Kevin Curtis, detido ontem por enviar cartas venenosas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a um senador, é um imitador de Elvis Presley que acreditava ter descoberto uma conspiração para vender partes do corpo humano em um mercado negro, informa nesta quinta-feira a imprensa americana.

Curtis, de 45 anos, foi detido pelo FBI e a polícia local em sua casa nos arredores de Tupelo (Mississipi), cidade na qual nasceu Elvis, e as cartas que enviou tinham selo de Memphis (Tennessee), cidade onde morreu o "rei do rock".

O suspeito de enviar as cartas que aparentemente continham ricina a Obama e a Roger Wicker, um senador republicano pelo Mississipi, era um funcionário de limpeza que costumava atuar disfarçado de Elvis ao longo da fronteira desse estado com o Tennessee, segundo o jornal "Northeast Mississipi Daily".

"Eu costumava dizer: 'quando crescer, serei como Elvis e comprarei uma mansão para minha mãe'. Este era meu objetivo desde os 6 anos", disse Curtis em entrevista em 1999 a esse jornal.

Sua família guardava dúzias de vídeos de suas atuações em cerimônias de homenagem a Elvis, casamentos e outras festas.

Casado e com um filho, Curtis também é conhecido por seus comportamentos erráticos e seu gosto por teorias conspiratórias, que começou a divulgar após ter trabalhado no necrotério do hospital local em Tupelo.

"Estou na primeira linha oculta de uma guerra secreta", escreveu Curtis na madrugada de quarta-feira em seu perfil no Facebook, de acordo com o jornal.

"Uma guerra que está gerando bilhões de dólares para organizações e gente corrupta e relacionada com a máfia (o mercado negro que coleta ossos, tecidos, órgãos e partes do corpo humano)", acrescentou o suspeito, que segundo agentes locais enviou mais cartas suspeitas a autoridades nos últimos anos.

Em várias mensagens publicadas na internet, Curtis fecha suas cartas com uma frase similar à que aparece nas cartas enviadas a Obama e Wicker: "Sou KC e aprovo esta mensagem" ou "sou Kevin Curtis e aprovo este relato".

As cartas contêm, além disso, o texto: "Ver algo incorreto e não expô-lo é se transformar em um aliado silencioso de sua continuação".

As autoridades americanas continuam analisando as mensagens para confirmar que a substância granulada que continham se trata efetivamente de ricina, uma toxina cujo pó esbranquiçado é mortal se for inalado ou consumido e chegar à corrente sanguínea.

EFE   
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