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Suspeito de Boston saiu da Rússia "disposto a matar", diz Kerry

24 abr 2013
13h40
atualizado às 13h57
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta quarta-feira que Tamerlan Tsarnaev, suspeito dos atentados de Boston e morto em um tiroteio com as autoridades, retornou de sua viagem à Rússia em 2012 "disposto a matar".

John Kerry em viagem a Bruxelas, na Bélgica
John Kerry em viagem a Bruxelas, na Bélgica
Foto: AP

Tamerlan Tsarnaev, 26 anos, suposto coautor dos atentados ocorridos em 15 de abril durante a maratona de Boston, viajou à Rússia em 2012, "aprendeu algo onde esteve e voltou (aos EUA) disposto a matar", disse Kerry aos jornalistas na Bélgica, onde se encontra em viagem oficial.

O jovem e seu irmão Dzhokhar, 19 anos, ambos de origem chechena, são suspeitos de colocar as duas bombas que explodiram durante a popular maratona de Boston (Massachusetts) e mataram três pessoas, causando ferimentos além disso a mais de 280.

A rua Boylston de Boston, o lugar onde explodiram as bombas fabricadas pelos irmãos com panelas de pressão, reabriu hoje ao público.

Dzhokhar permanece em um hospital de Boston onde ingressou na sexta-feira à noite após ser detido e seu estado passou na segunda-feira de "grave" a "favorável".

O irmão mais novo admitiu às autoridades que colocaram e detonaram as bombas, e das entrevistas que lhe fizeram os investigadores concluíram que atuaram sós, por motivos religiosos em defesa do islã e movidos pela rejeição às guerras dos EUA no Iraque e Afeganistão.

Dzhokhar foi acusado formalmente de acusações que incluem o "uso de armas de destruição em massa" e que podem levá-lo à pena de morte ou prisão perpétua.

Em sua fuga das autoridades quando se descobriu seu envolvimento nos atentados, os Tsarnaev teriam matado na quinta-feira um policial universitário, Sean Collier, em cuja memória será realizado hoje um serviço no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).

Enquanto isso, um fundo criado em benefício das vítimas dos atentados já arrecadou cerca de US$ 20 milhões com doações de mais de 50 mil pessoas, segundo anunciou ontem o prefeito de Boston, Thomas Menino.

EFE   
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