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03 de novembro de 2009 • 09h48 • atualizado às 11h21

Site estima que comunismo matou mais de 100 milhões no mundo

Soldados marcham em desfile na China pelos 60 anos do regime comunista no país
Foto: AFP
 

Se nesta década os EUA e seus aliados enfrentam a ameaça do terrorismo, um adversário sem nacionalidade e que não poupa civis, após a Segunda Guerra Mundial e até a o fim dos anos 80, a ideologia a ser combatida por esses países tinha cor vermelha, um poderoso exército e armas nucleares: o comunismo. Para documentar esta história, com o objetivo de "honrar as mais de 100 milhões de vítimas dessa tirania e educar as gerações futuras sobre o passado", o site Global Museum on Communism (Museu Global do Comunismo, em inglês, disponível no endereço www.globalmuseumoncommunism.org) foi criado.

Mesmo após quase 20 anos do fim da Guerra Fria, o site mais parece uma poderosa ferramenta de propaganda anticomunista do que propriamente um centro de pesquisa e documentação. É possível encontrar seções como o "Hall da Infâmia", onde estão as biografias de líderes comunistas como Lenin, Stalin, Mao Zedong, Ho Chi Minh, Pol Pot, Fidel Castro, "entre outros ditadores responsáveis pelo século de terror comunista".

Já a "Galeria dos Heróis", traça a história "dos bravos homens e mulheres que sofreram como prisioneiros políticos, levantaram a bandeira da liberdade e viveram a opressão de regimes comunistas", segundo o site. Entre os retratados como heróis estão Ronald Reagan, Winston Churchill e Harry Truman.

De acordo com os cálculos da organização, o número de mortos pelos regimes comunistas em todo o mundo é de mais de 100 milhões. A China lidera o ranking, com o número estimado de mortes de 65 milhões de pessoas. Em seguida, aparecem União Soviética, 20 milhões; Camboja, 2 milhões; Coreia do Norte, 2 milhões; países africanos, 1,7 milhão; Afeganistão, 1,5 milhão; países comunistas do leste europeu, 1 milhão; Vietnã, 1 milhão; América Latina, 150 mil; entre outros.

Os recursos gráficos do site incluem a seção "Linha do Tempo", que narra ano a ano os fatos que marcaram a história do comunismo, com vídeos e textos, além de galerias de imagens. O "Registro de Vítimas" permite que usuários de todo o mundo enviem seus relatos sobre a relação que tiveram com o comunismo. Há também artigos especiais com temas como "Economias pós-Comunismo", "A Guerra na Religão", "A Perseguição Chinesa aos Uigures", entre outros.

"Nosso museu serve como símbolo de esperança e lugar necessário para lembrança em tempos em que muitos estão esquecendo o alto preço que o comunismo cobra como a detenção da população e do resto do mundo livre. Educando sobre os horrores do passado e apontando os perigos atuais, o Museu Global do Comunismo assegura que 'nunca novamente' as nações e pessoas permitirão que uma tirania aterrorize o mundo", diz o site.

Redação Terra