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Senado dos EUA aprova a presença de gays no exército

27 mai 2010
19h58
atualizado às 21h46

A Comissão das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, por 16 votos contra 12, um texto levantando a proibição que impede a militares homossexuais assumidos revelar sua orientação sexual. O documento deverá passar ainda pelo plenário do Senado e da Câmara de Representantes.

Fruto de um compromisso firmado em 1993 entre o ex-presidente Bill Clinton, o Congresso e as Forças Armadas, a lei em vigor, conhecida por "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte) impõe aos militares homossexuais não revelar sua condição sob pena de expulsão.

O presidente Barack Obama já havia solicitado a revogação da lei que proíbe a participação nas Forças Armadas de pessoas que declararem publicamente sua homossexualidade. A questão vinha despertando nos últimos dias grande expectativa no Congresso.

O senador republicano John McCain, o mais alto representante republicano na comissão, opõe-se à anulação da lei antes que o Pentágono conclua uma avaliação sobre os meios de realizar mudança na sua política relacionada à homossexualidade. Os comandantes da Força Aérea, da Marinha, dos Fuzileiros e do Exército são da mesma opinião.

O secretário de Defesa, Robert Gates, que vinha se opondo claramente, disse na quarta-feira que se dispõe a "aceitar" a contragosto o acordo feito pela Casa Branca e parlamentares para suspender a lei atual.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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