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Prisão é um ataque à liberdade de imprensa, diz WikiLeaks

7 dez 2010
09h32
atualizado às 13h00

Um porta-voz do WikiLeaks disse que a prisão de Julian Assange é uma "agressão à liberdade de imprensa" mas que não vai deter o grupo, segundo informações da BBC. Assange, o fundador da organização que divulgou 250 mil documentos da diplomacia americana, foi preso na manhã desta terça-feira, em Londres, por agentes da Scotland Yard.

Fundador do Wikileaks está preso em Londres

Em seu perfil no Twitter, o WikiLeaks disse que a prisão do seu líder e fundador não vai afetar as operações de divulgação dos documentos secretos. "A ação realizada hoje contra nosso editor-chefe, Julian Assange", não vai afetar nossas operações: nós iremos divulgar mais telegramas esta noite normalmente", informou o post.

Em um comunicado, a Scotland Yard informou que Assange foi detido por volta das 9h30 (horário local, 7h30 de Brasília). Ontem ele havia marcado um horário para se apresentar em uma delegacia. Promotores suecos emitiram um mandado de prisão para o australiano de 39 anos, que é procurado na Suécia sob suspeita de cometer crimes sexuais, acusação que ele nega.

"Agentes da unidade de extradições da polícia metropolitana prenderam nesta manhã Julian Assange em nome das autoridades suecas por suspeita de estupro", declarou a polícia. A polícia acrescentou que Assange recebeu uma acusação de coerção ilegal, duas acusações de assédio sexual e uma de estupro, todas elas supostamente cometidas em 20 de agosto.

Ontem o advogado britânico de Assange havia declarado que estava organizando um encontro entre seu cliente e a polícia. "No fim da tarde recebi um telefonema da polícia para dizer que receberam o pedido de extradição da Suécia", declarou Mark Stephens. "Estamos tomando providências para nos reunirmos com a polícia voluntariamente a fim de facilitar o interrogatório de que precisam", afirmou, na oportunidade.

Um porta-voz do tribunal de Westminster disse que Assange deve prestar depoimento por volta das 14h (12h de Brasília), a menos que seja concedida uma permissão especial para que ele seja ouvido mais tarde. Ontem à noite, outra advogada de Assange, Jennifer Robinson, afirmou que seu cliente não havia sido informado sobre todas as acusações que enfrenta.

Segundo o NYT, as acusações são baseadas em encontros sexuais com duas mulheres. As relações, que começaram consentidas pelas envolvidas, acabaram não consentidas quando Assenge não quis mais usar camisinha. A Suécia expediu o primeiro mandado de prisão para Assange em 18 de novembro, mas a ação foi invalidada por um erro processual. Um novo mandado foi emitido em 2 de dezembro.



Fonte: Redação Terra
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