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Pai de suspeitos diz que irá a Boston para enterrar filho

Anzor Tsarnaev concedeu entrevista coletiva em Makhachkala, no Daguestão

25 abr 2013
10h07
atualizado às 12h01
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O pai dos dois homens suspeitos de realizarem o atentado em Boston disse nesta quinta-feira que vai viajar da Rússia aos Estados Unidos para enterrar seu filho mais velho.

Anzor Tsarnaev durante entrevista concedida de sua casa em Makhachkala, na Rússia, nesta quinta-feira
Anzor Tsarnaev durante entrevista concedida de sua casa em Makhachkala, na Rússia, nesta quinta-feira
Foto: AP

"Estou indo para os Estados Unidos. Quero dizer que estou indo para ver o meu filho, para enterrar o mais velho. Eu não tenho quaisquer más intenções. Eu não planejo explodir nada. Não defendo nenhum ideário religioso ou extremista", disse Anzor Tsarnaev em entrevista coletiva em Makhachkala, capital da região russa do Daguestão. Batendo na mesa enquanto falava, ele disse: "Eu não estou com raiva de ninguém. Eu quero ir para descobrir a verdade".

<div>Zubeidat chora durante a entrevista</div>
Zubeidat chora durante a entrevista
Foto: AP

Tsarnaev manifestou sua intenção de levar à Rússia a americana Katherine Russell, viúva de seu filho mais velho, e o filho do casal, que tem três anos de idade. "A amávamos muito e a amamos, por isso tentaremos que ela e a criança vivam conosco. Se Deus permitir, tentaremos que venham", disse durante uma entrevista coletiva na cidade de Mahatchkala, capital da república caucasiana do Daguestão, vizinha da Chechênia.

O pai dos supostos terroristas sustenta que Tamerlan voltou à Rússia durante vários meses no ano passado para solicitar a cidadania russa, depois que seu passaporte do Quirguistão, já que a família viveu durante anos nessa república centro-asiática. "Veio e ficou o tempo todo comigo. Pedimos os documentos juntos. Enquanto isso, trabalhou o tempo todo comigo, reformamos o apartamento que compramos. Não se relacionou com nenhum grupo terrorista. Esteve todo o tempo sob meu cuidado", explicou.

<p>Zubeidat Tsarnaeva concede entrevista coletiva na casa em que mora com Anzor em Makhachkala, no Daguestão</p>
Zubeidat Tsarnaeva concede entrevista coletiva na casa em que mora com Anzor em Makhachkala, no Daguestão
Foto: AP

Anzor Tsarnaev reconheceu que Tamerlan lia literatura islâmica, mas também livros do patriarca do russo Alexander Pushkin e do francês Alexandre Dumas. "Sim, fomos à mesquita e cumprimos a reza obrigatória. Tamerlan lia de tudo", disse, em resposta a uma pergunta sobre se seu filho mais velho havia adotado posturas radicais islâmicas. Na sua opinião, o fato de que Tamerlan estava sob a mira dos serviços secretos o impediu de obter cidadania americana.Por sua vez, a mãe dos Tsarnaev, Zubeidat, não confirmou que vá acompanhar seu marido e deu a entender que poderia renunciar à cidadania americana. "Não posso dizer a quem interessava isso (o atentado), mas isso deve ser investigado pelos serviços secretos", disse.

A mãe questionou que seus filhos fossem os organizadores das explosões que deixaram três mortos e cerca de 280 feridos. "Eu só sei que houve um atentado em Boston e que um filho meu mataram e o outro prenderam. O fato de que os relacionem com esse crime não é próprio dessas meninos, de sua personalidade e da vida que levavam", apontou.

Zubeidat Tsarnaev explicou que os funcionários do FBI que os visitaram na véspera prometeram que lhes ajudariam a falar com seu filho mais novo, Dzhokar, internado no hospital em Boston.

Desde o princípio, Anzor Tsarnaev diz que seus filhos "não fariam mal a uma mosca" e criticou as forças de segurança dos EUA por matar na sexta-feira passada Tamerlán, 26 anos, durante um tiroteio. "Me inteirei do ocorrido pela televisão. Minha opinião é que os serviços secretos se lançaram contra meus filhos porque são religiosos muçulmanos", disse na semana passada à agência Interfax.

O irmão mais novo, Dzhokar, 19 anos, permanece hospitalizado mas colabora com os investigadores, a quem, segundo as forças armadas americanas, o jovem teria dito que ele e o irmão agiram sozinhos e o fizeram motivados pela defesa do islã e em rejeição às guerras dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

Com informações adicionais da agência Reuters

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