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Obama defende direito à educação de meninas em todo o mundo

Governo dos EUA cria programa “Deixem que as meninas aprendam” em 11 países

8 mar 2015
17h55
atualizado às 18h30
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu hoje, no Dia Internacional da Mulher, o direito à educação das meninas e adolescentes no mundo. “Cada menina merece o nosso respeito e cada menina merece uma educação”, disse.

<p>O presidente dos EUA, Barack Obama</p>
O presidente dos EUA, Barack Obama
Foto: AP

Este dia, afirmou, é “para celebrar as valiosas mulheres e meninas de todo o mundo e para voltar a dedicar-nos a defender os direitos fundamentais e a dignidade de toda gente”. O presidente e a primeira-dama, Michelle Obama, apresentaram esta semana o programa “Deixem que as meninas aprendam”, para promover a educação das 62 milhões de meninas e adolescente em todo o mundo que não frequentam escolas.

Obama defendeu que é preciso superar as “barreiras” que impedem essas menores de estudarem.

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Ele lamentou que, em muitas partes do mundo, “continue a se valorizar mais os seus corpos que as suas mentes”, algo que “está mal”, instando a comunidade internacional a atuar para reverter esta tendência.

Por meio de uma nova iniciativa, o governo dos Estados Unidos vai impulsionar uma série de programas já existentes na África e no Médio Oriente, com o apoio da agência de cooperação Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), que serão centrados na educação, saúde, nutrição e violência de gênero. “Queremos assegurar que não seja negada a oportunidade de aprender a nenhuma menina do mundo”, afirmou, sublinhando que, quando as meninas recebem educação, o impacto positivo se reflete na sociedade, na economia e na estabilidade do país.

Obama ressaltou também que “os lugares onde se tratam as mulheres e as meninas como cidadãos plenos e iguais tendem a ser mais estáveis e mais democráticos”. A primeira fase do programa “Deixem que as meninas aprendam” irá abranger 11 países: Albânia, Benin, Burkina Faso, Camboja, Geórgia, Gana, Moldávia, Mongólia, Moçambique, Togo e Uganda. O governo espera conseguir apoio do setor privado e já solicitou ao Congresso US$ 250 milhões para financiar o projeto.

Agência Brasil Agência Brasil
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