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Nova York: 250 mil pessoas são evacuadas por furacão Irene

26 ago 2011
18h06
atualizado às 18h45

Duzentas e cinquenta mil pessoas começaram a ser retiradas, nesta sexta-feira, das zonas litorâneas mais vulneráveis de Nova York, e o prefeito Michael Bloomberg anunciou o não funcionamento de todos os transportes públicos neste final de semana, na perspectiva de chegada do furacão Irene. "Nunca impusemos uma retirada obrigatória e não o faríamos se não achássemos que a tempestade pudesse ser tão grave", declarou Bloomberg, em entrevista à imprensa. O Irene, disse ele, se dirige "diretamente para cá".

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, concede entrevista sobre a aproximação do furacão Iren
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, concede entrevista sobre a aproximação do furacão Iren
Foto: AP

A ação diz respeito a 250 mil pessoas que vivem no sul de Manhattan, no Queens, em Brooklyn, em Staten Island e Coney Island, que devem deixar esses lugares antes das 17h, hora local (18h de Brasília), de sábado. Nova York, com 8 milhões de habitantes, é amplamente cercada por água.

"É uma questão de vida ou morte", declarou Bloomberg, citando a forte possibilidade de inundações, subida das águas e ventos violentos. "Devemos nos preparar para o pior e esperar o melhor", acrescentou. Os transportes públicos - ônibus e metrô - ficarão fechados a partir do meio-dia de sábado. Eles transportam, em média, 5 milhões de viajantes por dia, com exceção dos finais de semana.

Noventa e um centros de acolhida serão abertos no início da tarde na cidade, podendo receber até 71 mil pessoas. Em meio aos inúmeros conselhos transmitidos pelas redes locais de televisão, os nova-iorquinos começaram a estocar água, alimento, lanternas, pilhas e produtos de primeira necessidade.

O prefeito pediu que evitassem os parques e permanecessem em casa, a partir de sábado até domingo à noite, pelo menos. Nesta sexta-feira, cerca de 20 hospitais e casas de repouso nas zonas litorâneas mais vulneráveis retiraram doentes e os demais pacientes, levando-os para outros estabelecimentos. Várias universidades adiaram o início do ano letivo, previsto para domingo.

Funcionários municipais trabalhavam à exaustão para fazer tudo o que pudessem.

No local onde havia o World Trade Center, foram tomadas medidas para proteger 13 enormes guindastes. Muitos nova-iorquinos deixaram o trabalho mais cedo para fazer compras, antes de voltar para casa.

"Estoquei manteiga de amendoim, água, muitos pães. Vou ficar em casa", diz Allie Walker, uma trabalhadora de 25 anos.

"De qualquer forma, não tenho carro e não haverá transporte público". "Estamos aqui para uma semana de férias, mas sem metrô, o que vamos fazer?", perguntava-se Maria, uma turista vinda de Barcelona com a família. Caroline chegou com as malas prontas ao escritório. "Vou para a casa da minha mãe, assim que puder", explicou.

O presidente americano Barack Obama insistiu nesta sexta-feira que se deve levar o Irene "a sério". O Irene deve atingir a Costa Leste no sábado de manhã, subindo depois em direção a Nova York, onde "uma tempestade extremamente perigosa" poderia provocar cheias de 3 a 4 metros, segundo o Centro nacional de furacões americano.

Verdadeiro "monstro", o Irene tem um diâmetro de cerca de 820 km, o equivalente a um terço do comprimento total da Costa leste americana (2.675 km), segundo estimativa da Nasa, feita a partir de satélites.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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