Estados Unidos

publicidade
23 de novembro de 2011 • 17h04 • atualizado às 18h03

Na véspera da Ação de Graças, peru foge do perdão de Obama

Sasha, filha do presidente, acaricia o animal em cerimônia na Casa Branca; a segunda ave fugiu
Foto: AP
 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria ter perdoado dois perus nesta quarta-feira na Casa Branca na tradicional cerimônia do dia prévio a Ação de Graças, mas uma das aves conseguiu fugir antes de receber o indulto.

Com Peace (Paz em inglês) ausente, Obama realizou a cerimônia do indulto com o outro peru, de nome Liberty (Liberdade), acompanhado por suas duas filhas, Malia e Sasha.

Liberty recebeu o perdão do presidente e escapou da morte certa em uma data na qual os americanos comerão cerca de 45 milhões de perus.

O dia de Ação de Graças, celebrado na quarta quinta-feira de novembro, é para os americanos uma festa mais familiar que o Natal e milhões de pessoas viajam para se reunir com seus entes queridos e aproveitar as grandes promoções da chamada Black Friday (sexta-feira negra).

Esta festa "é um dos piores dias do ano para ser um peru", brincou Obama no início da cerimônia, ressaltando que Liberty se livraria de "terminar recheado e ao lado de um purê de batatas".

A ave de 19 semanas e 20 quilos foi selecionada entre um grupo de 30 criadas por estudantes de Willmar, no estado de Minnesota, o maior produtor de perus do país e agora poderá descansar nos arvoredos do luxuoso sítio do primeiro presidente dos EUA, George Washington, situada no estado da Virgínia.

O primeiro perdão a um peru foi concedido pelo presidente John F. Kennedy, mas foi no mandato de George Bush (1989-1993) que a Casa Branca oficializou esta cerimônia prévia ao dia de Ação de Graças.

Obama, suas filhas e a primeira-dama, Michelle, levarão hoje pela tarde outros dois perus a um albergue para pessoas necessitadas em Washington.

Nesta data "agradeçamos pelo que temos. Tenhamos em mente os que têm menos", pediu o presidente, lembrando também os que não podem passar estes dias com seus familiares, especialmente os militares que estão no Iraque e Afeganistão, e lhes agradeceu por seu "incrível serviço e devoção" ao país.

EFE