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Mesmo sem assumir candidatura, Hillary já reúne apoios para 2016

20 ago 2013
06h04
atualizado às 08h45

A ex-secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reapareceu na mídia na semana passada na primeira de uma série de conferências sobre transparência e segurança nacional que acontecerão em todo o país, e alimentam as conjecturas sobre as aspirações presidenciais da ex-primeira dama.

Após alguns meses de descanso depois de deixar a secretaria de Estado no começo do ano, Hillary voltou a aparecer publicamente em abril, em conferências com cachês de mais de US$ 200 mil, e em junho abriu uma conta no Twitter.

Esta semana, Hillary, de 65 anos, anunciou em San Francisco o início de um ciclo de conversas sobre transparência, segurança nacional e o impacto da liderança americana. Seu porta-voz, Nick Merril, confirmou que "várias universidades" como Harvard, Yale e New York University entraram em contato para convidá-la a ministrar palestras, o que aumentaria ainda mais sua visibilidade.

Poucas figuras contam com o magnetismo e a influência na política americana de Hillary Clinton, cuja hipotética candidatura já tem respaldo. Logo após sua saída do governo, um grupo de simpatizantes lançou "Ready for Hillary", um "SuperPac" (entidades em teoria independentes do candidato) de apoio à ex-primeira-dama.

"Nossos esforços estão todos encaminhados para que Hillary se candidate à presidência. Não sabemos o que ela fará, mas esperamos que compreenda o nível de apoio e de entusiasmo que tem em todo o país", explicou à Agência Efe, Seth Bringman, diretor de comunicação do "Ready for Hillary", sediado em Virgínia.

"Queremos unir todos aqueles que a apoiam desde a base, todos que gostariam que ela se tornasse a primeira mulher presidente dos Estados Unidos" acrescentou Bringman, ao contar que o grupo já tem mais de 10 mil filiados.

Bringman garante que já foram arrecadados mais de US$ 1 milhão desde o começo do ano e que foi assinado um acordo de associação com dois dos principais assessores da campanha de reeleição do presidente Barack Obama em 2012.

Apesar do crescente apoio que tem se formado a seu redor, Hillary tem sido evasiva em confirmar sua intenção de concorrer pela candidatura democrata à Casa Branca, disputa que perdeu em 2008 para Obama.

"Não estou pensando em nada desse tipo atualmente", afirmou em entrevista pouco após deixar de ser a chefe da diplomacia americana. Poucos duvidam, apesar de seu silêncio, que não esteja ponderando seriamente a candidatura para 2016.

Os republicanos, rivais que enfrentam uma profunda crise interna após a derrota sofrida ano passado por Mitt Romney para Barack Obama, levam muito a sério tudo o que tem a ver com Hillary.

Sem dar muitas explicações, o Comitê Nacional Republicano (RNC) decidiu por unanimidade não se associar com as cadeias de televisão "NBC" e "CNN" para a transmissão dos debates das primárias republicanas caso os canais continuem com a produção de dois documentários sobre a ex-chefe da diplomacia americana.

A "NBC" planeja uma minissérie sobre Hillary protagonizada por Diane Lane e a "CNN" está trabalhando em um documentário sobre a vida dela.

O presidente do Comitê Nacional Republicano criticou as emissoras e afirmou que os programas sobre Clinton são "campanhas de propaganda disfarçadas" para 2016 e uma amostra do espírito antirepublicano destes canais.

EFE   

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