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Mãe do fundador do WikiLeaks pede que ele não seja perseguido

1 dez 2010
10h34
atualizado às 13h14

A mãe do australiano Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, afirmou nesta terça-feira que não quer que seu filho seja "caçado" pela Interpol pelas duas acusações de estupro que pesam contra ele na justiça sueca.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, ganhou fama mundial pela publicação de documentos secretos
Julian Assange, fundador do WikiLeaks, ganhou fama mundial pela publicação de documentos secretos
Foto: EFE

A agência de polícia internacional emitiu uma ordem de prisão para Assange, um dos fundadores do site WikiLeaks, que provocou uma verdadeira catástrofe diplomática mundial ao divulgar documentos secretos de embaixadas americanas na internet.

Sua mãe, Christine Assange, disse sentir-se "como qualquer outra mãe se sentiria, bastante angustiada" pelo fato de que autoridades estão procurando seu filho, em entrevista à Australian Broadcasting Corporation.

"Ele é meu filho e eu o amo, e obviamente não quero que ele seja caçado e preso", afirmou à rede pública de televisão. "Estou reagindo como qualquer outra mãe reagiria - estou angustiada".

Christine Assange, que vive em Queensland, negou que tenha saído de Melbourne, sua cidade natal, por causa do interesse da mídia por Julian.

"Muitas das coisas que as pessoas escrevem sobre mim e Julian não são verdadeiras", defendeu-se.

Segundo a ABC, Christine é dona de um teatro de marionetes em Nossa.

A Austrália, que se uniu ao coro global condenando a publicação dos documentos confidenciais americanos, confirmou que Julian Assange, 39 anos, é cidadão australiano.

O procurador-geral Robert McClelland indicou na segunda-feira que a Austrália apoia integralmente as ações legais dos Estados Unidos contra o WikiLeaks.

A Interpol busca Assange por assédio e estupro de duas mulheres, que o denunciaram na justiça da Suécia. Ele nega as acusações.



AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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