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Japão busca apoio legal nos EUA para iniciar caça a baleias

9 dez 2011
02h35
atualizado às 03h07

Uma organização vinculada ao governo japonês e dedicada à chamada "caça científica de baleias" apresentou nesta sexta-feira um requerimento perante um tribunal federal dos Estados Unidos para que o grupo ecologista Sea Shepherd deixe de interromper suas atividades.

O processo foi apresentado em um tribunal do Estado de Washington pelo Instituto Japonês de Pesquisa de Cetáceos, dependente da Agência Japonesa de Pesca, e conta com o apoio do grupo de empresas baleeiras Kyodo Senpaku Kaisha.

O requerimento contra a organização ambientalista busca a emissão de uma ordem judicial que impeça tanto o Sea Shepherd como o presidente da sociedade, o canadense Paul Watson, de "participarem de atividades marítimas que possam causar lesões às tripulações e danos às embarcações".

Em comunicado emitido nesta sexta-feira, o instituto japonês ressaltou a "legitimidade" de seu programa científico de caça a baleias na Antártida, o Jarpa II, e denunciou "as ações perigosas, ameaçadoras e contrárias ao Direito Internacional" do Sea Shepherd, que tem sede no Estado de Washington.

Em 2011, o Japão teve que encurtar de março para fevereiro sua temporada anual de caça a baleias na Antártida devido às práticas do Sea Shepherd, que, para impedir as capturas, realizou abordagens e lançamento de ácidos corrosivos.

Além disso, para proteger os navios baleeiros na temporada de caça "científica", a Guarda Litorânea do Japão anunciou no início da semana que reforçará a segurança dos baleeiros.

A Sea Shepherd, por sua vez, indicou que este ano empreenderá nas águas da Antártida uma das mais intensas campanhas de assédio aos baleeiros japoneses a fim de arruinar a temporada de caça a cetáceos. Após uma moratória internacional, o Japão decidiu abandonar a caça de baleias em 1986, mas a retomou em 1987 ao alegar motivos científicos.

EFE   
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