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Internado, suspeito de atentado em Boston aguarda indiciamento

22 abr 2013
09h46
atualizado às 10h33

O universitário de origem chechena acusado de cometer com seu irmão o atentado da semana passada na Maratona de Boston deve ser denunciado por crimes federais já na segunda-feira, enquanto permanece hospitalizado sob vigilância armada, com graves ferimentos e impossibilitado de falar.

Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, um dos suspeitos de cometer o atentado na Maratona de Boston, em foto divulgada pelo FBI.
Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, um dos suspeitos de cometer o atentado na Maratona de Boston, em foto divulgada pelo FBI.
Foto: FBI / Reuters

Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, foi capturado com ferimentos na garganta e está sedado em um hospital de Boston. As autoridades esperam sua recuperação para interrogá-lo.

Na noite de domingo, a imprensa informou que ele estava consciente e respondendo por escrito a perguntas, mas a polícia de Boston não confirmou isso.

A captura de Tsarnaev, na noite de sexta-feira, encerrou uma caçada humana que praticamente paralisou a região metropolitana de Boston durante cerca de 20 horas. O irmão mais velho dele, Tamerlan, de 26 anos, havia sido morto durante tiroteio com a polícia na véspera.

Os investigadores estão tentando apurar, entre outras coisas, se os dois irmãos agiram sozinhos. O prefeito e o chefe de polícia de Boston dizem acreditar que sim.

O comissário de policia Ed Davies disse à CNN que os investigadores descobriram pelo menos quatro bombas não detonadas, uma delas semelhante aos dois dispositivos montados em panelas de pressão que explodiram a uma semana junto à linha de chegada da Maratona de Boston, matando 3 pessoas e ferindo mais de 170.

Por causa disso, as autoridades suspeitam que os irmãos Tsarnaev ainda planejavam cometer outros ataques.

Também está sendo investigada a viagem que Tamerlan fez à Rússia no ano passado, o que pode esclarecer se ele se envolveu com ou sofreu alguma influência de separatistas chechenos ou extremistas islâmicos.

Os irmãos migraram há uma década do Daguestão (região russa de maioria muçulmana) para os EUA.

Vizinhos da família em Makhachkala, capital do Daguestão, disseram que Tamerlan manteve-se discreto durante os seis meses que passou lá no ano passado, ajudando seu pai a reformar um apartamento.

A Rússia já informou aos EUA que havia observado Tamerlan, e em 2011 o FBI o interrogou. Esses fatores, junto com a viagem, motivam especulações de que algum sinal de alerta teria passado despercebido.

Um grupo que promove uma insurgência islâmica contra a Rússia disse no domingo que não está em guerra contra os EUA, e que nada teve a ver com os atentados em Boston. A insurgência no Cáucaso está relacionada a dois conflitos separatistas da Chechênia que foram esmagados por Moscou nas últimas duas décadas.

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