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Grupos pró imigrantes se reúnem em Washington para exigir legalização

8 out 2013
14h51

Centenas de ativistas e famílias imigrantes começaram a convergir nesta terça-feira no "Mall" de Washington DC, para exigir que parem as deportações dos imigrantes ilegais e uma reforma migratória que permita a legalização.

Com palavras de ordem como "Sim, nós podemos!" (em referência ao slogan da primeira campanha eleitoral de Obama, 'Yes, we can") e "Veja, Sinta, o povo está aqui ", e com bandeiras dos Estados Unidos, os ativistas começaram a encher o "Mall", o parque central entre o monumento a Washington e o Capitólio.

Como parte da campanha de pressão de grupos pró imigrantes, a artista Lila Downs e a banda de mexicana Os Tigres do Norte farão um concerto gratuito, seguido por uma passeata rumo ao Capitólio e um ato de desobediência civil no qual uma centena de ativistas provocarão sua própria prisão.

A meta é denunciar a falência das famílias imigrantes nos Estados Unidos por causa das deportações e exigir que o Congresso aprove de uma vez uma reforma que legalize os 11 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país.

Em declarações a Agência Efe, Downs considera que é necessário continuar pressionando pela reforma migratória, especialmente por já ter sido aprovada pelo Senado.

"Acho que neste momento é importante para os artistas chamas as pessoas, os latino-americanos, os imigrantes, para que se unam e se mobilizem para sair das sombras", disse Downs.

Para a intérprete de temas como "Pecadora" e " Cruz de Olvido", batizada pela crítica como "o tesouro do México", o tema da imigração foi chave em seu repertório e em sua vida, por ser "produto da imigração, de um pai anglo-saxão e uma mãe indígena oaxaqueña".

Para Downs, "a música movimenta montanhas" e é importante "seguir com muita fé a luta pela dignidade e o respeito" aos imigrantes.

"Estamos muito felizes com estes artistas que são muito reconhecidos no mundo todo e esse compromisso tão imenso que têm com a reforma migratória", disse à Efe, Gustavo Torres, presidente do grupo CASA em Ação, de Maryland.

"Queremos mandar essa mensagem, da importância de que se aprove a reforma migratória, de conseguir o caminho americano. Estamos motivados porque pensamos que este mês é vital para a reforma migratória, para conseguir a dignidade e tudo o mais para nossa comunidade", disse o ativista.

Torres mostrou otimismo em que, apesar do clima hostil com a reforma migratória no Congresso, o apoio do empresariado, grupos religiosos e organizações cívicas, e os atos de pressão e "mobilizações da comunidade" finalmente surtam efeito.

Segundo Torres, está prevista a participação de pelo menos 30 mil pessoas no ato de hoje, organizado por grupos como CASA em Ação e Centro para a Mudança Comunitária.

A concentração no "Mall" inclui a leitura de centenas de nomes de imigrantes ilegais que morrerasm em zonas desérticas da fronteira sul, e discursos de líderes democratas e republicanos do Congresso.

Entre os manifestantes, vindos de diversos estados do país, está o salvadorenho José Mario Castellón, que acaba de terminar sua segunda viagem de bicicleta, que começou em 2008, de El Salvador aos Estados Unidos para apoiar a reforma migratória.

"Vi na televisão crianças chorarem porque seus pais foram deportados, e senti a necessidade de fazer algo por eles", disse Castellón, de 45 anos e residente legal no Texas.

"Fiquei alegre de ver que deram permissões legais aos estudantes imigrantes ilegais mas temos que seguir até que parem as deportações e a reforma migratória se torne uma realidade", lembrou Castellón.

EFE   

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