6 eventos ao vivo

Fotos podem provar que Bin Laden está morto, dizem EUA

2 mai 2011
17h44
atualizado às 18h03

Os Estados Unidos podem ter que liberar as fotos do corpo de Osama Bin Laden para sufocar qualquer tentativa de afirmar que ele tenha sobrevivido à operação militar, alertaram parlamentares americanos nesta segunda. "Pode ser necessário liberar as fotos - por mais desagradáveis que sejam, e sem dúvida o são, já que ele foi baleado na cabeça - para pôr fim aos questionamentos de que isso seria apenas uma estratégia do governo americano", afirmou o presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado, Joseph Lieberman.

Lieberman, independente e geralmente alinhado à Casa Branca, está convencido de que o homem morto pelas Forças Especiais Americanas era Bin Laden e que ele respeitaria a decisão da Casa Branca sobre as fotos. Entretanto, "a menos que haja um reconhecimento da Al-Qaeda de que Bin Laden está morto, alguns ainda podem negar o teste de DNA como prova de que aquele era o mentor terrorista", afirma Lieberman.

A senadora Susan Collins, principal republicana no comitê de Lieberman, também declarou "não ter dúvidas" em absoluto, quanto ao fato de Bin Laden ter sido morto no seu forte secreto na cidade de Abbottabad, Paquistão. "Mas eu reconheço que haverá os que tentarão criar o mito de que Bin Laden está vivo, e de que nós o perdemos de alguma maneira. Para pôr um fim na história pode ser necessário liberar algumas fotos, videos ou o teste de DNA", afirma a Senadora Collins.

O Presidente do Comitê de Inteligência Interna Mike Rogers, republicano, disse que as autoridades americanas estavam trabalhando com a possibilidade de liberarem as fotos do corpo de Bin Laden. "Nós queremos a certeza de que foi respeitada a dignidade - se houver alguma - em Osama Bin Laden, para evitar problemas em outros lugares do mundo e ainda fornecer provas suficientes para as pessoas acreditarem que o corpo era mesmo de Osama Bin Laden", explica Mike Rogers.

A Casa Branca está analisando se publica ou não as fotos do corpo do líder da rede terrorista Al-Qaeda. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira na Casa Branca, o assessor da Presidência para a luta antiterrorista, John Brennan, indicou: "transcorreram apenas 24 horas e já divulgamos muitas informações".

"Queremos compartilhar todas as informações que pudermos para que os Estados Unidos e o mundo possam entender o que aconteceu", explicou Brennan. "O que não queremos é colocar em perigo um resultado tão bem-sucedido como o desta operação da próxima vez que tentemos capturar outro (dirigente terrorista)". Até o momento, os EUA não divulgaram fotografias do corpo de seu inimigo público número um.

Alguns meios de comunicação paquistaneses divulgaram supostas imagens do corpo, mas que depois foram constatadas como falsas, depois que o presidente americano, Barack Obama, anunciou a morte de Bin Laden na noite passada. Bin Laden morreu em um tiroteio quando o comando americano entrou na residência onde o líder se escondia em Abbottabad, localidade situada nos arredores de Islamabad.

Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .

A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua, o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
publicidade