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Força Aérea dos EUA bloqueia acesso a sites com vazamento

15 dez 2010
01h37
atualizado às 03h15

A Força Aérea dos Estados Unidos bloqueou o acesso de seus computadores aos sites dos meios de comunicação que publicam os documentos revelados pela organização WikiLeaks. Segundo indicou na terça-feira uma porta-voz da Força Aérea, a tenente-coronel Brenda Campbell, citada pelo diário The New York Times , "serão bloqueados os sites dos veículos de comunicação que publiquem documentos classificados procedentes do site WikiLeaks.

O The New York Times é um dos jornais bloqueados, assim como o The Guardian , Le Monde , Der Spiegel e El País , os periódicos que divulgaram os telegramas diplomáticos. Segundo indicou Campbell, só serão bloqueados os sites que publicam os documentos completos, não os que divulgam apenas partes. A proibição de acessar estas páginas não se estende aos computadores pessoais dos soldados da Força Aérea, enquanto Exército, Marinha e Infantaria da Marinha ainda não tomaram medidas similares.

Em 3 de dezembro, a Casa Branca advertiu que nenhum funcionário, seja civil ou militar, está autorizado a ler informação confidencial sem permissão, embora o vazamento tenha chegado à imprensa. Um aviso enviado pelo Escritório de Administração e Orçamento da Casa Branca assinala que "a informação classificada, mesmo divulgada pela imprensa ou em sites públicos, segue confidencial e deve ser tratada como tal pelos funcionários, até que as autoridades adequadas a desclassifiquem".

O vazamento WikiLeaks
No dia 28 de novembro, a organização WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos enviados de embaixadas americanas ao redor do mundo a Washington. A maior parte dos dados trata de assuntos diplomáticos - o que provocou a reação de diversos países e causou constrangimento ao governo dos Estados Unidos. Alguns documentos externam a posição dos EUA sobre líderes mundiais.

Em outros relatórios, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que os representantes atuem como espiões. Durante o ano, o WikiLeaks já havia divulgado outros documentos polêmicos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, mas os dados sobre a diplomacia americana provocaram um escândalo maior. O fundador da organização, o australiano Julian Assange, foi preso no dia 7 de dezembro, em Londres, sob acusação emitida pela Suécia de crimes sexuais.



info infográfico wikileaks julian assange perfil
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Foto: AFP
EFE   

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