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Fidel: Obama foi cínico por aceitar Nobel e continuar guerra

10 dez 2009
00h02
atualizado às 02h51

O líder cubano Fidel Castro chamou nesta quarta-feira de "cínico" o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter aceitado o Prêmio Nobel da Paz após, segundo ele, já ter decidido mandar mais tropas americanas ao Afeganistão.

"Por que Obama aceitou o Nobel quando já tinha decidido levar a guerra no Afeganistão até as últimas consequências? Não estava obrigado a um ato cínico", disse o ex-presidente de Cuba em um artigo publicado pela imprensa oficial da ilha.

"Agora deve-se esperar outro discurso teatral em Oslo, um novo compêndio de frases que ocultam a existência de uma superpotência imperial com centenas de bases militares espalhadas pelo mundo", declarou. Fidel também lembrou os "duzentos anos" de intervenções militares (dos EUA) no Hemisfério Sul, além de ações "genocidas" em outras partes do mundo.

"O problema de Obama e seus aliados mais ricos é que o planeta que dominam com punho de ferro está escapando de suas mãos. É provável que, em Copenhague, o máximo que consigam alcançar seja um mínimo de tempo para chegar a um acordo que sirva realmente para buscar soluções. Se isso acontecer, a cúpula do clima representaria, pelo menos, um modesto avanço. Veremos se isso vai ocorrer", acrescentou.

"O chefe principal da organização à qual são atribuídos os atentados terroristas de 11 de setembro foi recrutado e treinado pela CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) para combater tropas soviéticas e nem sequer era afegão. O presidente dos EUA não diz uma palavra sobre as centenas de milhares de pessoas, incluindo crianças e idosos inocentes, que morreram no Iraque e no Afeganistão e sobre os milhões de cidadãos desses países que sofrem as consequências da guerra, sem responsabilidade alguma com os fatos ocorridos em Nova York", completou Fidel Castro.

EFE   
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