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Família de Sotloff pede privacidade para superar tragédia

O jornalista americano foi decapitado por jihadistas

2 set 2014
18h30
atualizado às 18h41
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A família do jornalista americano Steven Sotloff, de 31 anos, sequestrado na Síria, pediu privacidade nesta terça-feira para superar a "horrível tragédia", após tomar conhecimento da existência de um vídeo que mostra a suposta decapitação do profissional por um terrorista do Estado Islâmico (EI).

<p>Steven Sotloff havia trabalhado para a Time, World Affairs Journal e Christian Science Monitor</p>
Steven Sotloff havia trabalhado para a Time, World Affairs Journal e Christian Science Monitor
Foto: Reprodução

"A família soube desta horrível tragédia e está de luto", disse o porta-voz, Barak Barfi.

O comunicado, de apenas duas frases, acrescenta que "não haverá comentários públicos da família neste momento difícil". Na semana passada, a mãe do jornalista, Shirley Sotloff, pediu que o EI fosse "misericordioso" e libertasse seu filho.

O vídeo, intitulado "Segunda mensagem à América" e divulgado pelo grupo de inteligência SITE, é muito parecido ao distribuído pelo EI no final de agosto com a decapitação do jornalista americano James Foley, em que a organização jihadista ameaçava matar Sotloff se o presidente americano, Barack Obama, continuasse com sua campanha de ataques seletivos no Iraque.

As imagens mostram Sotloff vestido com uma túnica laranja ajoelhado junto a um homem encapuzado que assegura ser o mesmo indivíduo que matou Foley. Antes de ser decapitado, Sotloff se dirige a Obama para dizer que está "pagando" com sua vida o preço de sua "interferência" no Iraque.

"Por acaso não sou um cidadão americano? Gastam bilhões de dólares dos impostos americanos e perdemos milhares de nossas tropas lutando contra o Estado Islâmico. Onde está o interesse das pessoas quando voltamos a esta guerra?", afirma.

Acredita-se que Sotloff, nascido em Miami, foi capturado em agosto de 2013 perto da fronteira entre a Síria e a Turquia. Ao longo de sua carreira, trabalhou como para veículos como Time, World Affairs Journal e Christian Science Monitor a partir da Líbia, Iêmen e Síria.

EFE   
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