Estados Unidos

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28 de janeiro de 2014 • 21h18 • atualizado às 21h21

EUA: ex-missionário é condenado por pornografia infantil na Amazônia

 

Um ex-missionário americano que admitiu ter tirado fotos pornográficas de crianças enquanto trabalhava com uma tribo da Amazônia foi condenado nesta terça-feira a 58 anos de prisão nos Estados Unidos. Warren Scott Kennell, 45 anos, declarou-se culpado em setembro de duas acusações de produção de pornografia infantil entre 2008 e 2011.

A juíza-chefe distrital, Anne Conway, destacou na sentença que Kennell tinha abusado de sua posição de confiança como missionário, afirmou em comunicado a procuradoria americana em Tampa. Warren, que é de Nova Jersey, admitiu que tinha amizade com as crianças na tribo e que depois abusou sexualmente delas enquanto trabalhava num projeto da organização Missão Novas Tribos de Sanford, na Flórida.

Os investigadores encontraram 940 imagens pornográficas num disco rígido externo em sua bagagem quando foi parado e revistado no Aeroporto Internacional de Orlando em maio. Segundo os promotores, ele se identificou numa das fotos como sendo o homem que praticava um ato sexual com uma menina pré-adolescente.

"Kennell representa o pior tipo de criminoso, que ataca crianças inocentes", disse em comunicado a agente especial adjunta encarregada pelo escritório em Tampa do Departamento de Segurança Interna, Shane Folden.

A Missão Novas Tribos, localizada ao norte de Orlando, se denomina em seu site como uma organização cristã evangélica focada na implantação de novas igrejas entre as tribos indígenas, que descreve como isoladas da Bíblia devido a língua e cultura.

"Estamos deprimidos", disse Pam McCurdy, da Missão Novas Tribos, por e-mail. "Somos gratos às autoridades pela acusação desse indivíduo", disse ela, acrescentando que a Missão Novas Tribos estava "firme em nosso compromisso de fazer tudo ao nosso alcance para evitar que isso aconteça novamente."

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