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EUA dizem que cumprem prazos para incorporar gays no exército

1 abr 2011
20h56
atualizado às 21h51

O Pentágono está cumprindo os prazos para incorporar os homossexuais às Forças Armadas, depois que foi derrogada a lei que o proibia, disse o subsecretário de defesa de pessoal e preparação, Clifford Stanley, nesta sexta-feira. Stanley compareceu com o vice-almirante William Gortney, diretor do Pessoal Conjunto no Pentágono, que estão encarregados de desenhar e executar o plano, para evitar que a derrogação da lei tenha impacto nas tropas.

Cerca de 9% dos militares americanos receberam já treino e as tropas não mostraram reticência à supressão da política, disse Stanley diante da subcomissão de Pessoal do Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes. O subsecretário espera que o treino esteja completo no verão e no outono, nos Estados Unidos, já possa aplicar a derrogação da lei.

Segundo o diário USA Today desta sexta, estão mudando cerca de 90 leis e regulamentos para adaptá-las à presença de soldados abertamente homossexuais. Obama assinou a legislação para derrogar a lei conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" ("Não pergunte, não diga"), que proibia que homossexuais declarados fizessem parte das Forças Armadas, em dezembro de 2010.

No entanto, a proibição não será feita até 60 dias depois que o presidente, o secretário de Defesa, Robert Gates, e o Chefe do Estado-Maior Conjunto, Mike Mullen, certifiquem com o Congresso que sua derrogação não afetará a capacidade das Forças Armadas. A lei "Don't Ask, Don't Tell" foi promulgada em 1993 pelo então presidente Bill Clinton.

A norma permitia que os homossexuais fizessem parte das Forças Armadas, sempre e quando não fizessem pública sua orientação sexual.

EFE   
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