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EUA dizem que ameaça terrorista é "significativa" e levada a sério

Por suspeita de atentados da Al-Qaeda, o país fechou mais de 20 embaixadas e consulados no último domingo

5 ago 2013
16h19
atualizado às 16h37
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O governo dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira que a ameaça terrorista que provocou o fechamento de mais de 20 embaixadas e consulados no mundo muçulmano é "significativa" e por isso estava sendo levada "muito a sério".

A ameaça "se dirige à Península Arábica, mas potencialmente pode ultrapassar estas fronteiras", afirmou em entrevista coletiva o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, que se recusou a detalhar se o alerta prevê um possível ataque em território americano. "Enfrentamos uma ameaça em curso da Al-Qaeda e seus aliados", acrescentou Carney.

O que vazou até agora é que se trata de uma ameaça provavelmente vinculada à Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), com sede no Iêmen, e que foi descoberta graças à interceptação pela inteligência americana de comunicações eletrônicas entre dirigentes da rede terrorista.

Os Estados Unidos mantiveram fechadas no domingo, dia de trabalho no mundo muçulmano, 22 de suas embaixadas e consulados, diante dessa ameaça, a "mais séria" dos últimos anos, advertiram vários senadores, a maioria no Oriente Médio e no norte da África.

Além disso, o Departamento de Estado americano anunciou que 19 sedes diplomáticas, entre elas as de Jordânia, Iêmen e Egito, permanecerão fechadas até no próximo sábado por precaução, enquanto outras como as do Afeganistão e do Iraque reabriram hoje normalmente.

Segundo Carney, a maior duração do fechamento de algumas sedes diplomáticas não tem a ver com uma nova ameaça, mas se trata de uma medida para ampliar a precaução. "A ameaça é real e temos que estar atentos", alertou o porta-voz do presidente Barack Obama.

O "coração" da Al-Qaeda, concentrado tradicionalmente no Paquistão e no Afeganistão, "foi reduzido", mas filiadas como AQAP "se fortaleceram", ressaltou Carney.

"Tivemos um grande êxito contra a Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão, adotamos uma série de medidas para dizimar realmente a liderança desse grupo, incluindo o mais importante, Osama bin Laden", reforçou a porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf.

"Mas ao mesmo tempo deixamos claro, incluindo o presidente, que seguimos muito preocupados com as afiliadas da Al Qaeda no mundo todo. E que no topo dessa lista estão os filiados da Al Qaeda na Península Arábica, por isso vamos manter a vigilância", insistiu Marie Harf.

EFE   
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