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EUA dizem 'acompanhar de perto' situação no Equador

30 set 2010
15h44
atualizado às 17h39

Os Estados Unidos acompanham de perto a situação no Equador, onde o presidente Rafael Correa denunciou uma tentativa de golpe de Estado, indicou nesta quinta-feira um porta-voz da diplomacia americana.

Manifestantes seguram cartazes e apoiam movimento policial rebelde
Manifestantes seguram cartazes e apoiam movimento policial rebelde
Foto: Reuters

"Acompanhamos de perto a situação", disse Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado. Um grupo de cerca de 150 militares bloqueou na manhã desta quinta-feira a pista do aeroporto internacional de Quito, e o estabelecimento teve de ser fechado por razões de segurança. Logo depois, policiais ocuparam o edifício do Congresso equatoriano na capital.

Além disso, os Estados Unidos condenam qualquer tentativa de violar a ordem constitucional no Equador, afirmou nesta quinta-feira a representante de Washington na Organização dos Estados Americanos (OEA), Carmen Lomellin.

"Os Estados Unidos condenam qualquer tentativa de violação do processo democrático e da ordem constitucional no Equador", disse Lomellin durante a reunião de emergência convocada pela OEA para analisar os acontecimento no país sul-americano.

Diante da onda de protestos de policiais e militares, que tomaram regimentos e aeroportos, o presidente equatoriano, Rafael Correa, denunciou uma tentativa de golpe de Estado e decretou o estado de exceção.

"Apoiamos o governo democrático no Equador. Apoiamos o governo do presidente Correa", destacou Lomellin. "Alentamos à resolução da disputa por meio do respeito e do diálogo envolvendo todas as partes", disse a diplomata americana.

Momentos antes, o porta-voz do departamento americano de Estado, Philip Crowley, assinalou que os Estados Unidos acompanham de perto os acontecimentos no Equador.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador tem origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para ajustar os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção. Mesmo assim milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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