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EUA alertam a seus cidadãos que deixem Iêmen "imediatamente"

6 ago 2013
05h30
atualizado às 11h20
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um comunicado de emergência, já na madrugada desta terça-feira, alertando a seus cidadãos que “deixem imediatamente o Iêmen”, por conta de “atividades terroristas e desobediência civil”. O órgão americano pediu ainda que viagens ao país sejam adiadas.

O Departamento de Estado também ordenou aos funcionários do governo que não trabalhem em atividades essenciais que deixem o país por conta do potencial de atividades terroristas.

Segundo o órgão americano, o nível de ameaça de segurança é extremamente alto no Iêmen - em setembro do ano passado, o complexo da embaixada dos Estados Unidos foi atacado. O Departamento de Estado afirma que “demonstrações continuam a ocorrer em várias partes do país e podem talvez escalar e se tornar violentas. Cidadãos americanos devem evitar áreas de demonstrações, e agir com extrema cautela se nas imediações de uma demonstração”.

O governo americano acredita ser grande as possibilidades de ataques a cidadãos, instalações e negócios do país ou de “interesses do Ocidente” no Iêmen, citando ainda o risco de sequestros.

Retirada
Cerca de 75 funcionários da embaixada dos EUA no Iêmen foram retirados na manhã desta terça-feira a bordo de um avião militar, informou à AFP um alto funcionário que não quis ser identificado.

O aparelho, acompanhado por outro que desempenhava funções de apoio, decolou com direção à base americana de Ramstein, na Alemanha.

Embaixadas fechadas
Os Estados Unidos fecharam no domingo, dia útil no mundo muçulmano, 22 embaixadas e consulados, a maioria no Oriente Médio e África, devido a essa ameaça, a "mais séria" dos últimos anos, segundo vários senadores.

A decisão de fechar grande parte de suas embaixadas no mundo islâmico foi tomada após a interceptação de várias mensagens do líder da Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri, ordenando um ataque no último domingo, informaram nesta segunda-feira fontes oficiais ao jornal The New York Times.

Zawahiri, que lidera a organização desde a morte de Osama bin Laden, mencionou especificamente o domingo como o dia para os ataques em várias mensagens eletrônicas enviadas para Nasser al Wuhayshi, o líder da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) com sede no Iêmen, disseram os funcionários americanos ao NYT.

Com informações da agência EFE e AFP

Fonte: Terra
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