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12 de setembro de 2012 • 06h24 • atualizado às 09h09

Embaixador dos EUA é morto em ataque na Líbia

Imagem de arquivo mostra o embaixador Christopher Stevens morto em ataque de homens armados
Foto: AP
 

O embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, morreu no ataque que um grupo de homens armados, supostamente ligado ao ex-líder Muamar Kadafi, lançou ontem contra o consulado desse país em Benghazi, em protesto por um vídeo no qual supostamente se ofendia o Islã, confirmou o vice-ministro de Interior para o Oriente da Líbia, Wanis al Sharif.

Al Sharif explicou que, além do embaixador, que tinha viajado ontem a Benghazi desde Trípoli, morreram outros três funcionários americanos da embaixada, dois deles membros da segurança que tentaram controlar a situação e foram baleados. O responsável líbio acrescentou que os corpos das vítimas e os trabalhadores da missão diplomática estão sendo transferidos para Trípoli.

"Haviam granadas lançadas por foguetes, o que mostra que havia forças que exploravam isso. Eles são resquícios do (antigo) regime", disse Sharif. Ele insinuou que os agressores poderiam estar agindo por vingança pela extradição do ex-chefe da inteligência de Kadafi, Abdullah al-Senoussi, da Mauritânia este mês.

Segundo declarações do responsável da Alta Comissão de Segurança em Bengazi, Fawzi Wanis, ao canal de televisão catariano Al Jazeera, o embaixador morreu por asfixia, como consequência do incêndio que explodiu no edifício. O ataque contra o consulado, no bairro residencial de Al Fuihat, foi um protesto por um vídeo realizado supostamente nos Estados Unidos e considerado uma ofensa contra o Islã por suas críticas a Maomé.

Nesta madrugada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou energicamente o ataque contra o consulado americano e confirmou a morte de um funcionário, embora não tenha oferecido mais detalhes.

Com informações da agência Reuters

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