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Retrospecto obriga Romney levar Ohio para vencer eleição

22 out 2012 10h46
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O mais volátil dos chamados Swing States, Ohio é considerado o fiel da balança das eleições americanas. Nas últimas 12 eleições, o candidato que saiu vencedor no Estado alcançou a presidência. John Kennedy, em 1960, foi o último postulante à Casa Branca a perder a disputa local, para Richard Nixon, e vencer nacionalmente.

Imagem mostra a fábrica da Jeep em Toledo; indústria é responsáveis por cerca de 18% do Produto Estadual Bruto
Imagem mostra a fábrica da Jeep em Toledo; indústria é responsáveis por cerca de 18% do Produto Estadual Bruto
Foto: Getty Images

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No colégio eleitoral, Ohio vem perdendo importância. O Estado chegou a ter 26 votos em 1968, mas, graças ao declínio populacional na comparação com as outras unidades da federação, será responsável por apenas 18 nestas eleições.

Apesar do declínio na importância numérica, Ohio deve continuar tendo peso decisivo no pleito deste ano. Jornais americanos apontam que praticamente não há alternativas para Mitt Romney alcançar a presidência em caso de derrota: nenhum representante do Partido Republicano jamais chegou à Casa Branca sem vencer em Ohio.

O Estado também pode ser considerado um microcosmo do cenário político americano. As dez principais áreas metropolitanas da cidade são consideradas democratas. No entanto, grandes áreas interioranas e rurais abrigam bolsões conservadores fiéis ao Partido Republicano. No fim, fica a cargo dos independentes locais definir o pleito presidencial.

O atual cenário local também ajuda a entender - ou não entender - a complexidade da política americana. Apesar de os republicanos controlarem o governo, o Senado e a Câmara de Representantes estaduais, e ainda terem a maior parte (13 contra 5) dos deputados federais - as duas vagas ao Senado federal são divididas -, Obama é apontado como favorito pelas pesquisas. Em 2008, ele bateu o republicano John McCain por 52% a 47%.

Segundo análise do jornal americano New York Times, o bom desempenho da economia local é um dos fatores que fazem o Estado pender para o lado de Obama. Números oficiais de agosto de 2012 apontam que o desemprego em Ohio é de 7,2%, 0,9 pontos percentuais abaixo da média nacional. O Estado foi considerado em 2010 o segundo melhor do país para se fazer negócios. Os setores manufatureiro e industrial são responsáveis por cerca de 18% do Produto Estadual Bruto (estimado em US$ 499,5 milhões para este ano). Contudo, a renda per capita anual dos moradores de Ohio é apenas a 33ª do país: US$ 37,791.

A região foi controlada pelos britânicos até 1783, quando passou a ser considerada um território incorporado pelos EUA, status que manteve até 1º de março de 1803, quando foi admitido oficialmente na União e se tornou o 17º Estado americano. Ohio é um nome oriundo do termo ohi-yo', utilizado pela nação indígena iroquês (iroquois) e que significa "grande rio".

Com 11,5 milhões de habitantes, Ohio é o sétimo Estado mais populoso do país. Sua capital e maior cidade é Columbus, com 787 mil pessoas. Em termos demográficos (segundo o censo de 2010), a população local é composta por 82,8% de brancos não hispânicos e 11,8% de negros não hispânicos. Os hispânicos somam 2,3% da população. Nenhuma das outras minorias chega a representar 2% da população local.

No campo religioso, 76% dos moradores se consideram cristãos, sendo 26% destes protestantes evangélicos, 22% protestantes de linhas mais tradicionais no país e 21% católicos.

Fonte: Terra
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