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Membros do Partido de Netanyahu expressam decepção com Obama

7 nov 2012
09h36
atualizado às 10h23

A reeleição do presidente Barack Obama nas eleições americanas causou uma onda imediata de reações em círculos políticos israelenses, onde é notória a divergência sobre como seu segundo mandato afetará Israel. Diante da postura governista e reconciliadora do premiê, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Ehud Barak, que parabenizaram o vencedor e expressaram sua vontade de seguir trabalhando com ele, não são poucos os que expressam abertamente ou de forma velada sua "preocupação" e sua "decepção".

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Foto: AP

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"Obama não é bom para Israel e nosso temor é que agora comece a exercer pressão sobre Israel para que faça concessões, devido às frias relações entre ele e Netanyahu", disse à edição digital do Yedioth Ahronoth um alto dirigente do partido nacionalista Likud. Sem se identificar para não comprometer o primeiro-ministro, outro deputado que havia expressado abertamente seu apoio a Mitt Romney - não foram poucos na direita israelense nos últimos meses -, lamentou o resultado mas considerou que "apesar do decepção estou convencido de que ambos trabalharão juntos"

Um terceiro se atreveu a verbalizar, desta vez usando nome e sobrenome, Danny Danón, a que parece ser a postura generalizada da direita israelense, que "não se pode confiar" no presidente dos EUA. "Israel não se curvará perante Obama. Não temos em quem confiar além de nós mesmos", afirmou o deputado, considerado em muitas ocasiões porta-voz de Netanyahu em declarações que não pode fazer por si mesmo.

O próprio primeiro-ministro se limitou a divulgar um breve comunicado em que felicitava o vencedor e expressava sua disposição a trabalhar com ele. "A aliança estratégica entre EUA é Israel é mais forte que nunca. Continuarei trabalhando com o presidente Obama para garantir os interesses que são vitais para a segurança dos cidadãos israelenses", notificou.

EFE   

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