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Dois terços dos americanos são a favor de processo contra Assange

14 dez 2010
12h20
atualizado às 12h50

Dois em cada três americanos querem levar à justiça o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, por acreditarem que a divulgação de milhares de documentos da diplomacia de Washington "prejudica o interesse público", aponta um estudo publicado nesta terça-feira.

Dois terços dos americanos são a favor de processo contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange
Dois terços dos americanos são a favor de processo contra o fundador do Wikileaks, Julian Assange
Foto: Getty Images

Segundo a pesquisa da ABC News/Washington, 59% dos americanos acham que Assange deve ser preso e processado por ter divulgado os documentos. Apenas 29% dos entrevistados responderam que o assunto não diz respeito à justiça penal.

Além disso, 68% consideram que a divulgação das mensagens diplomáticas dos Estados Unidos "prejudica o interesse público", contra 20% que pensam o contrário.

O Wikileaks publica desde novembro 250 mil mensagens confidenciais de embaixadas americanas em vários países do mundo, que expuseram os bastidores da política exterior de Washington.

Assange, um australiano de 39 anos, está preso em Londres à espera de uma extradição para a Suécia, onde a Justiça o processa em um caso de estupro e abuso sexual contra duas mulheres, que ele nega.

A pesquisa foi realizada entre 9 e 12 de dezembro com mil pessoas e margem de erro de 3,5 pontos.

O vazamento WikiLeaks
No dia 28 de novembro, a organização WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos enviados de embaixadas americanas ao redor do mundo a Washington. A maior parte dos dados trata de assuntos diplomáticos - o que provocou a reação de diversos países e causou constrangimento ao governo dos Estados Unidos. Alguns documentos externam a posição dos EUA sobre líderes mundiais.

Em outros relatórios, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que os representantes atuem como espiões. Durante o ano, o WikiLeaks já havia divulgado outros documentos polêmicos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, mas os dados sobre a diplomacia americana provocaram um escândalo maior. O fundador da organização, o australiano Julian Assange, foi preso no dia 7 de dezembro, em Londres, sob acusação emitida pela Suécia de crimes sexuais.



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