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Deputado diz que ameaça de ataque da al Qaeda é a mais grave em anos

4 ago 2013
12h52
atualizado às 13h46
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A suspeita de um possível ataque da al Qaeda que levou ao fechamento de embaixadas dos Estados Unidos no Oriente Médio, neste domingo, é a mais grave em anos, e a comunicação entre os suspeitos de terrorismo é reminiscente do período que precedeu os ataques de 11 de Setembro, disse um parlamentar norte-americano com informações dos serviços de Inteligência.

O Departamento de Estado norte-americano fechou mais de 20 embaixadas e consulados e emitiu um alerta de viagens informando norte-americanos de que a al Qaeda pode estar planejando ataques em agosto, especialmente no Oriente Médio e Norte da África. "Há uma enorme quantidade de conversas lá fora", disse o senador Saxby Chambliss, principal republicano no Comitê de Inteligência do Senado, no programa da NBC Meet the Press.

Ele disse que as comunicações monitoradas eletronicamente entre os suspeitos de terrorismo sobre o planejamento de um possível ataque "lembram muito do que vimos antes do 11 de Setembro". A ameaça também levou alguns países europeus a fechar suas embaixadas no Iêmen, onde um braço da Al Qaeda se baseia. "Esta é a mais séria ameaça que eu vi nos últimos anos", disse Chambliss.

Uma autoridade do serviço de inteligência dos Estados Unidos disse que houve discordância dentro da comunidade de inteligência sobre se o alvo em potencial seria o Iêmen ou a região de forma mais ampla, razão pela qual o alerta do Departamento de Estado descreveu que um ataque "pode ocorrer na Península Arábica ou emanar dela." 

A informação sobre a ameaça também vem às vésperas da celebração do Eid (quebra do jejum) no final do mês sagrado muçulmano do Ramadã, no final desta semana, e pouco mais de um mês antes do aniversário do 11 de Setembro, ocorrido em 2001.

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