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Caso Lewinsky: há 15 anos, escândalo quase derrubou Clinton

17 jan 2013 12h39
| atualizado às 16h02
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Há 15 anos vinha à tona um caso que, mais tarde, entraria para a história dos Estados Unidos e que, por pouco, não derrubou o presidente. O portal Drudge Report informou, já perto da meia-noite do dia 17 de janeiro de 1998, que a revista Newsweek estava investigando um suposto relacionamento extraconjugal do presidente Bill Clinton com uma estagiária da Casa Branca, mas a reportagem teria sido vetada. Os rumores foram aumentando e, no dia seguinte, a personagem já tinha nome: Monica Lewinsky, 23 anos. Inicialmente, ela negou “ter qualquer relação sexual com o presidente”, mas, três dias depois, a imprensa já tomava conhecimento de fitas nas quais a estagiária conversava com uma amiga sobre o caso com Clinton.

Uma das poucas fotos que mostra o ex-presidente Clinton e a então estagiária Monica Lewinsky durante o expediente na Casa Branca: essa imagem fez parte do inquérito que pedia o impeachment do presidente
Uma das poucas fotos que mostra o ex-presidente Clinton e a então estagiária Monica Lewinsky durante o expediente na Casa Branca: essa imagem fez parte do inquérito que pedia o impeachment do presidente
Foto: Getty Images

O assunto dominou os noticiários e obrigou o presidente a se explicar. Ao lado da mulher, a hoje secretária de Estado Hillary Clinton, ele negou o até então suposto caso com a estagiária. “Eu não tive relações sexuais com essa mulher, Miss Lewinsky”, disse Clinton. Esta frase virou um bordão quando, meses depois, ficou provado o contrário. Clinton não só teve “relações sexuais” com a estagiária, como o fez no Salão Oval da Casa Branca. A confirmação se deu por Linda Tripp, amiga de Monica que gravou as confissões da estagiária e entregou as fitas ao procurador Kenneth Starr.

Clinton estava no meio de seu segundo mandato na presidência dos Estados Unidos e, por causa do escândalo, enfrentou um processo de impeachment que quase o impediu de concluí-lo. Starr levou o caso à Justiça e o presidente foi obrigado a confessar o relacionamento depois que a acusação apresentou no tribunal o vestido que Monica usava no dia da relação e que continha vestígios de sêmen. Sob o olhar de Hillary, Clinton admitiu ter mantido “relação física imprópria” com a estagiária – que teria sido apenas sexo oral.

Acusado por falso testemunho, Bill Clinton acabou absolvido pelo Senado dos Estados Unidos em fevereiro do ano seguinte. O presidente conseguiu concluir o mandato – deixando a presidência em janeiro de 2001 com altos índices de popularidade -, mas não escapou do julgamento moral em todo o mundo. Em 2004, Clinton publicou sua autobiografia – My Life – e confessou que o escândalo sexual e político foi “um pesadelo que virou realidade”. "O que mais lamento, além da minha conduta, é ter enganado a todos", escreveu.

Sobre o que seria exatamente a “relação física imprópria” que teve com Monica Lewinsky, Clinton deu poucos detalhes. Cita “contatos íntimos inapropriados” entre novembro de 1995 e fevereiro de 1997. "Estava enojado comigo mesmo por fazer isso e na primavera (boreal), quando a vi de novo, disse a ela que era ruim para mim, ruim para minha família e ruim para ela", contou.

No livro, Clinton lembra como contou à mulher sobre o caso. "Ela me olhou como se eu lhe tivesse dado um soco no estômago, quase tão enojada porque menti para ela em janeiro quanto pelo que tinha feito", recorda o ex-presidente, ainda que mantendo a declaração feita ao júri na época, quando afirmou que o que fez com Lewinsky foi moralmente errado, mas não foram relações sexuais. Após o escândalo, Clinton largou a política e continua casado com Hillary.

Onde está Monica?
O jornal americano Mail publicou, em outubro do ano passado, uma reportagem com fotos da ex-estagiária mais famosa do mundo. É o registro mais recente de Monica Lewinsky, hoje com 39 anos. Nas fotos, ela aparece de boina, capa de chuva e segurando um copo de café em Nova York. O jornal traça o perfil da protagonista de um dos maiores escândalos dos Estados Unidos: solteira, lutando contra a balança, morando com a mãe e “sem sinal de uma carreira de sucesso”.

No ano passado, surgiram rumores de que ela receberia U$S 12 milhões para lançar um livro contando tudo sobre o caso – inclusive publicando as cartas que trocava com o ex-presidente. Até agora, a história não foi confirmada. Monica morou em Londres entre 2005 e 2006, onde fez um mestrado em Psicologia Social na Escola de Economia. Ela “ainda enfrenta a ressaca de enormes custos legais relativos ao caso”, segundo o jornal.

 

Fonte: Terra
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