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Berlusconi: Obama quis tranquilizá-lo sobre situação na Itália

31 mai 2011
15h38
atualizado às 16h36

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, declarou nesta terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quis tranquilizá-lo quanto a sua situação na Itália, durante a recente cúpula do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) em Deauville (França). Em conversa com os jornalistas durante uma recepção em Roma por causa do dia da República italiana, que se comemora na quinta-feira, Berlusconi explicou a mensagem tranquilizadora que, segundo ele, recebeu de Obama após assegurar ao líder americano que na Itália "existe uma ditadura dos juízes de esquerda".

"Obama me disse: 'não vão deixá-lo cair. E, se mesmo assim, cair, você é forte e cairá de pé", assegurou, em declarações publicadas na imprensa italiana, o primeiro-ministro, que foi muito criticado na Itália por abordar com um líder estrangeiro assuntos internos do país. "Eu tenho que explicar, quando vou pelo mundo, aos outros líderes por que estou envolvido em 31 processos", justificou Berlusconi, que assegurou ser ainda respeitado no exterior, também porque é um "magnata, e os demais fazem só política".

O chefe do governo italiano falou além da recente derrota eleitoral da centro-direita que lidera nas eleições municipais da Itália, de cujos resultados disse ter tomado nota, mas que não impedirão seu Executivo seguir adiante porque a maioria parlamentar é "forte". "Zero problemas. Tenho a maioria para fazer a reforma tributária, das instituições e também da Justiça, que já está colocada. Temos a maioria no Parlamento", afirmou Berlusconi.

"Marcaram um gol, é verdade, mas ainda estamos em 4 a 1, porque tínhamos ganho as eleições legislativas, as regionais, as europeias e outras municipais. E ainda temos dois anos de jogo", acrescentou.

EFE   
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