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Após 151 anos, EUA sepultam marinheiros da Guerra de Secessão

9 mar 2013
01h07
atualizado às 02h36
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Os restos de dois marinheiros que morreram a bordo de um famoso navio durante a Guerra da Secessão (1861-65) dos Estados Unidos foram enterrados nesta sexta-feira, na Virgínia, com honras militares, 151 anos depois de travarem uma batalha crucial.

Marinheiros foram sepultados com honras
Marinheiros foram sepultados com honras
Foto: AFP

Os restos dos tripulantes não identificados foram recuperados em 2002 próximo à costa da Carolina do Norte, onde o navio USS Monitor das forças da União naufragou em uma tempestade, em 1862.

A extraordinária cerimônia no cemitério Nacional de Arlington teve lugar no 151° aniversário da batalha naval, e contou com a presença de descendentes de falecidos no combate.

Nos dias 8 e 9 de março de 1862, o encouraçado USS Monitor entrou numa batalha contra o CSS Virginia das forças sulistas, no chamado combate de Hampton Roads, o primeiro confronto que opôs dois navios encouraçados e que pressupôs o início de uma nova era.

Após tiros de canhão durante mais de cinco horas, a batalha terminou sem um vencedor claro, mas as forças do Sul não puderam romper o bloqueio do porto de Virgínia.

A batalha não só marcou o curso do conflito, mas desencadeou uma nova era na guerra naval, com barcos construídos de ferro e aço no lugar de madeira.

O USS Monitor enfrentou meses mais tarde uma forte tempestade e afundou no dia 31 de dezembro de 1862. Outros navios conseguiram resgatar 47 membros da tripulação, mas 16 pereceram no acidente, entre eles os marinheiros enterrados nesta sexta-feira em Arlington.

Apesar dos esforços realizados desde 2002, os restos dos dois marinheiros não puderam ser identificados.

A guerra de Secessão opôs, de 1861 a 1865, os estados unionistas do Norte aos estados chamados "Confederados" do Sul, que tinham se separado dos Estados Unidos. A guerra terminou com a derrota do Sul, o restabelecimento da União e o fim da escravidão no país. No confronto perderam a vida cerca de 750 mil pessoas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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