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Em meio a crise política, presidente Ben Ali deixa a Tunísia

14 jan 2011
15h41
atualizado às 16h31
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O presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, que enfrenta uma crise sem precedentes no governo, deixou nesta sexta-feira a Tunísia. A informação foi passada por fontes ligadas ao gabinete. Quem assume o cargo interinamente é o primeiro-ministro, Mohamed Ghannouchi.

Manifestantes jogam pedras durante confrontos com forças de segurança na avenida Mohamed V em Túnis
Manifestantes jogam pedras durante confrontos com forças de segurança na avenida Mohamed V em Túnis
Foto: AFP

Um pouco antes, o governo tunisiano havia decretado estado de emergência em todo o país, com toque de recolher entre 18h e 6h, acompanhado da proibição de reuniões em via pública e autorização às forças da ordem de disparar contra qualquer "suspeito" que resistir às ordens.

O exército tomou nesta sexta-feira o controle do aeroporto internacional de Túnis-Cartago e o espaço aéreo do país foi fechado, informou à AFP um funcionário de alto escalão do setor aeroportuário.

Há dias que a Tunísia enfrenta uma forte crise política e social, com confrontos entre forças policiais e manifestantes que pedem a saída do presidente. Hoje, pouco antes de decretar estado de emergência, Ben Ali havia dissolvido o governo e convocado eleições legislativas antecipadas.

Durante o dia, a polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes que pediam a renúncia do presidente em Túnis. Fontes médicas anunciaram a morte de 13 civis na quinta-feira. Milhares de pessoas saíram às ruas da capital tunisiana e outras cidades do país para pedir a saída do presidente, apesar do discurso que Zine El Abidine Ben Ali fez na véspera na tentativa de diminuir a tensão em seu país.

Nesta sexta, ainda, o embaixador da Tunísia na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Mezri Haddad, anunciou nesta sexta-feira sua renúncia ao posto após pedir ao presidente Zine El Abidine Ben Ali que aplicasse uma série de medidas para pôr fim nos distúrbios desencadeados no país.

AFP   

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