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Mundo

Fotos mostram a vida dos trabalhadores dos esgotos na Índia

Sudharak Olwe)
22 set 2015
08h11
atualizado às 09h23
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Mumbai, na Índia, tem cerca de 30 mil funcionários de conservação, também conhecidos como varredores, que vivem uma rotina de trabalho intensa e insalubre – para não dizer infernal.

O fotógrafo Sudharak Olwe registrou a vida dessas pessoas, que passam seus dias nos esgotos e no meio do lixo para manter a cidade limpa.

Confira as imagens:

O material que esses trabalhadores removem inclui carcaças de animais, restos de comida, fios de aço, lixo hospitalar, pedaços pontiagudos de vigas de madeira, pedras, vidro quebrado e até lâminas
O material que esses trabalhadores removem inclui carcaças de animais, restos de comida, fios de aço, lixo hospitalar, pedaços pontiagudos de vigas de madeira, pedras, vidro quebrado e até lâminas
Foto: Sudharak Olwe)
Todos os varredores pertencem à casta dos dalits, antes conhecidos como intocáveis. Eles coletam o lixo, varrem as ruas, limpam calhas, enchem e esvaziam caminhões e atuam nos aterros
Todos os varredores pertencem à casta dos dalits, antes conhecidos como intocáveis. Eles coletam o lixo, varrem as ruas, limpam calhas, enchem e esvaziam caminhões e atuam nos aterros
Foto: Sudharak Olwe)
Parmar usa uma pesada vassoura de madeira para limpar essa escadaria – para fazer uma pequena pilha com as minúsculas folhas que tira dos degraus são necessárias de 30 a 40 passadas. E esse trabalho tem de ser feito bem rápido, antes que as folhas sejam espalhadas pelo vento
Parmar usa uma pesada vassoura de madeira para limpar essa escadaria – para fazer uma pequena pilha com as minúsculas folhas que tira dos degraus são necessárias de 30 a 40 passadas. E esse trabalho tem de ser feito bem rápido, antes que as folhas sejam espalhadas pelo vento
Foto: Sudharak Olwe)
Há quatro aterros situados nos extremos leste e oeste da cidade – todos com a capacidade já esgotada. Nenhum deles tem uma cantina ou ao menos um pequeno quarto onde os trabalhadores possam trocar de roupa ou apenas sentar para descansar durante uma pausa
Há quatro aterros situados nos extremos leste e oeste da cidade – todos com a capacidade já esgotada. Nenhum deles tem uma cantina ou ao menos um pequeno quarto onde os trabalhadores possam trocar de roupa ou apenas sentar para descansar durante uma pausa
Foto: Divulgação/BBC Brasil
A remoção é um trabalho árduo e as ferramentas para isso são primitivas: as mãos são usadas para levantar o lixo e os ombros, para carregá-lo. Jadhav, que atua nessa função há vários anos, não gosta de falar sobre seu trabalho. Há cicatrizes em seus ombros, provocadas pelas varas de madeira. Questionado sobre dores, ele acena com a cabeça
A remoção é um trabalho árduo e as ferramentas para isso são primitivas: as mãos são usadas para levantar o lixo e os ombros, para carregá-lo. Jadhav, que atua nessa função há vários anos, não gosta de falar sobre seu trabalho. Há cicatrizes em seus ombros, provocadas pelas varas de madeira. Questionado sobre dores, ele acena com a cabeça
Foto: Sudharak Olwe)
Um 'benefício' do trabalho é o direito a uma pequena casa, mas muitas acabam tendo de ser divididas entre duas ou mais famílias. Uma linha no chão divide o 'território' de cada uma delas
Um 'benefício' do trabalho é o direito a uma pequena casa, mas muitas acabam tendo de ser divididas entre duas ou mais famílias. Uma linha no chão divide o 'território' de cada uma delas
Foto: Sudharak Olwe)
Essas pessoas muitas vezes têm de descer às galerias de drenagem de águas – algumas são tão profundas que poderiam acomodar um ônibus de dois andares. Depois de emergir, o trabalhador pode levar horas para se 'recuperar'. O trabalho não requer habilidades especiais, apenas um par de braços e pernas e a coragem de descer o que para muitos seria o 'inferno'
Essas pessoas muitas vezes têm de descer às galerias de drenagem de águas – algumas são tão profundas que poderiam acomodar um ônibus de dois andares. Depois de emergir, o trabalhador pode levar horas para se 'recuperar'. O trabalho não requer habilidades especiais, apenas um par de braços e pernas e a coragem de descer o que para muitos seria o 'inferno'
Foto: Sudharak Olwe)
A mulher de Hiraman, que se recusou a ser fotografada, está furiosa porque, segundo diz, o varredor dá a ela apenas 150 rúpias (R$ 9) mensais para manter a casa. Quando esse registro foi feito, ameaçava deixá-lo – ele a mandava se calar. Hiraman está visivelmente esgotado e é improvável que viva por muito tempo. Se morrer, ela será considerada um 'caso digno de pena' e herdará seu trabalho
A mulher de Hiraman, que se recusou a ser fotografada, está furiosa porque, segundo diz, o varredor dá a ela apenas 150 rúpias (R$ 9) mensais para manter a casa. Quando esse registro foi feito, ameaçava deixá-lo – ele a mandava se calar. Hiraman está visivelmente esgotado e é improvável que viva por muito tempo. Se morrer, ela será considerada um 'caso digno de pena' e herdará seu trabalho
Foto: Divulgação/BBC Brasil
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