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13 de fevereiro de 2013 • 07h04 • atualizado às 07h08

Em discurso ao Congresso, Obama promete reavivar economia dos EUA

O presidente Barack Obama pediu nesta terça-feira, em seu discurso anual do Estado da União, que o Congresso apoie as ações do governo para recuperar a claudicante economia americana.

O presidente prometeu um governo "mais eficiente", não maior, e para "muitos, não para poucos".

Ele também pediu ações para conter a violência com armas de fogo e as mudanças climáticas, além da aprovação da reforma imigratória.

No discurso feito na Câmara dos Representantes, em Washington, Obama afirmou que a tarefa de sua geração é "recuperar o verdadeiro motor do crescimento econômico dos Estados Unidos - uma classe média crescente e próspera".

'Estrela do Norte'

"Nós limpamos os destroços da crise, e posso dizer com renovada confiança que o Estado de nossa União é sólido", disse Obama.

Segundo ele, a busca pelo crescimento e pela criação de empregos será "a Estrela do Norte que guia nossos esforços".

Ele insistiu, porém, que nenhum de seus planos significará a elevação do déficit "nem em 10 centavos".

Obama propôs reformas para reduzir o custo do Medicare, o programa federal de seguro-saúde para aposentados, mas afirmou que não é possível "chegar à prosperidade simplesmente com cortes".

Em seu discurso, o presidente americano pediu ainda investimentos federais em infraestrutura, energias limpas e educação.

Obama prometeu também retirar 34 mil soldados americanos do Afeganistão neste ano, reduzindo à metade o efetivo militar dos Estados Unidos no país.

Ele pediu ainda ao Congresso a elevação do salário mínimo, a aprovação de leis para garantir que as mulheres tenham salários equivalentes aos dos homens e anunciou uma comissão para melhorar o processo de votações.

'Reformas'

Ao falar sobre o controle de armas, Obama afirmou que uma maioria "esmagadora" dos americanos apoia "reformas de senso comum" sobre armas de fogo, incluindo verificações de segurança mais estritas e restrições a "armamentos de guerra e a grandes cartuchos de munição".

Ele pediu aos opositores dos controles de armas que permitam uma votação no Congresso sobre suas propostas.

"As famílias de inúmeras comunidades destroçadas pela violência das armas simplesmente merecem uma votação", disse.

Menos de um dia após a Coreia do Norte realizar um teste nuclear, Obama afirmou ainda que os Estados Unidos "liderará o mundo na tomada de ações firmes em resposta a essas ameaças".

Críticas da oposição

A reação oficial da oposição republicana ao discurso de Obama foi feita pelo senador Marco Rubio, visto como um potencial candidato à Presidência em 2016.

Rubio criticou as políticas econômicas de Obama e afirmou que "um governo maior não vai te ajudar a avançar, vai te deixar para trás".

O senador de origem cubana, que também fez seu discurso em espanhol, se referiu às dificuldades sentidas pelos moradores do bairro operário onde ele cresceu.

"Não me oponho aos seus planos por querer proteger os ricos. Eu me oponho aos seus planos porque quero proteger meus vizinhos", disse ele, dirigindo-se a Obama.

O senador da Flórida também advertiu o presidente de que "aumentos de impostos e os gastos deficitários propostos vão prejudicar as famílias de classe média".

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