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Em cúpula, países do Brics insistem em reforma da ONU

14 abr 2011
04h08
atualizado às 07h16

Os líderes dos Brics - grupo de países formados por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul - insistiram nesta quinta-feira na necessidade de reformar a ONU, em um ano em que todos os membros do grupo fazem parte do Conselho de Segurança. Segundo a declaração final da cúpula realizada nesta quinta na China, a reforma é necessária para que a ONU possa "tratar dos desafios globais atuais com maior êxito".

Na entrevista coletiva conjunta após o encontro, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, assinalou que "a reforma da ONU e de seu Conselho de Segurança são essenciais porque não é possível iniciarmos a segunda metade do século XXI vinculados a um acordo institucional criado após a guerra".

A necessidade de reforma da ONU é uma permanente aspiração dos países do Brics, mas tem no momento especial relevância porque seus cinco membros fazem parte do Conselho de Segurança da ONU: Rússia e China como membros permanentes e Brasil, Índia e África do Sul na condição de não-permanentes.

Nesse sentido, Dilma assinalou que "podemos unir esforços, sempre desde o entendimento e sem precipitação", e acrescentou que "a diplomacia e a negociação devem ser privilegiadas" na reforma da ONU. Dilma também se referiu à necessidade de reformar o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, outro pedido permanente dos membros do Brics.

A declaração final da cúpula recolhe que "China e Rússia (membros permanentes do Conselho de Segurança) reiteram a importância que dão ao status de Índia, Brasil e África do Sul nos assuntos internacionais e entendem e apoiam sua aspiração de ter um maior papel na ONU".

Esta é a terceira cúpula de líderes dos Brics, após a realizada em 2009 na Rússia e a de 2010 no Brasil, e a primeira com a participação da África do Sul, convidada a juntar-se ao grupo no ano passado.

Os presidentes do Brics  posam para foto durante reunião em Sanya, no sul da China
Os presidentes do Brics posam para foto durante reunião em Sanya, no sul da China
Foto: AFP
EFE   

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