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Quinta, 13 de novembro de 2008, 21h46

Chefe de gabinete de Obama se desculpa por declarações

Rahm Emanuel, nomeado pelo presidente eleito Barack Obama como chefe de gabinete, pediu nesta quinta-feira desculpas a um influente grupo árabe-americano pelos comentários sobre os árabes feitos por seu pai.

Nascido em Chicago em 1959, Emanuel é filho de um sionista israelense de origem russa e serviu como voluntário civil no Exército de Israel durante a Guerra do Golfo em 1991.

Seu pai, Benjamin Emanuel, discutiu recentemente o impacto do cargo do filho nas relações entre Estados Unidos e Israel.

"Obviamente, exercerá influência sobre o presidente para que seja pró-Israel. Por que não deveria fazê-lo? Por acaso é árabe? Não vai se dedicar a limpar o chão da Casa Branca", disse o pai de Emanuel ao jornal israelense Ma'ariv, de acordo com uma notícia divulgada hoje pelo jornal The New York Times.

O Comitê Árabe-Americano contra a Discriminação enviou uma carta de protesto a Emanuel com cópia a Obama na qual lhe pede que renegue publicamente desses comentários.

Emanuel, atualmente chefe do grupo parlamentar democrata na Câmara de Representantes, pediu hoje desculpas publicamente, segundo informou uma porta-voz.

"O legislador Emanuel ligou hoje para Mary Rose Oakar, presidente do Comitê Árabe-Americano contra a Discriminação, para pedir desculpas em nome da família e oferecer se reunir com representantes da comunidade árabe-americana em um momento adequado no futuro", disse Nick Papas, porta-voz do congressista.

A nomeação de Emanuel recebeu uma fria acolhida no mundo árabe.

"Para os milhões de árabes que expressaram felicidade perante a monumental vitória de Obama, a nomeação (de Emanuel) foi como um balde de água fria", escreveu na quarta-feira o comentarista Osama al-Sharif no periódico Arab News.

Outras publicações do mundo árabe, como o jornal marroquino Al-Messa, expressaram semelhantes pontos de vista nos últimos dias.

No Irã, a publicação em língua inglesa Kayhan International descreveu o congressista judeu de Illinois como "um sionista com vínculos familiares profundos com Israel".

EFE

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