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Eleições nos EUA

Quarta, 12 de novembro de 2008, 14h44 Atualizada às 15h30

Equipe de Obama examinará burocracia do governo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou várias equipes de avaliadores para examinar toda a burocracia do governo americano, com o objetivo de mudar rapidamente o rumo do país a partir de 20 de janeiro.

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A equipe de transição de 450 pessoas de Obama percorrerá mais de 100 departamentos e agências, compilando dados para adotar novas políticas assim que o novo presidente assumir o poder.

Um dos coordenadores da transição, John Podesta, prometeu na terça-feira que Obama divulgaria os nomes dos colaboradores que passariam a trabalhar em organismos do governo como o Departamento de Estado, o Tesouro e o Pentágono a partir de segunda-feira.

"Isto é parte de nosso compromisso de fazer a transição mais aberta e transparente da história", disse Podesta, que divulgou o número de 450 pessoas na transição, tanto na capital como em Chicago, cidade em que vive Obama, com um orçamento de US$ 12 bilhões.

Como parte do esforço para ter o governo em ação de modo imediato em um momento de crise internacional, Podesta disse que mais de 100 credenciais de segurança já foram emitidas para os funcionários de transição.

Semana passada, Obama declarou, durante a primeira entrevista coletiva como presidente eleito, que vai agir rápido para cobrir os postos do gabinete.

Isso gera uma série de especulações sobre possíveis nomes na imprensa.

Por exemplo, a equipe de Obama desmentiu nesta quarta que o ex-secretário de Estado Warren Christopher participará de sua equipe de transição, como afirmou o canal CNN.

"Christopher é muito respeitado nos Estados Unidos e na comunidade internacional. No entanto,ele não tem qualquer papel no processo de transiçao", afirmou a equipe em um comunicado.

De acordo com o canal CNN, Christopher e o ex-senador democrata Sam Nunn foram designados para encabeçar as equipes de transição do presidente eleito para os Departamentos de Estado e Defesa respectivamente.

Christopher, 83 anos, foi chefe da diplomacia americana entre 1993 e 1997, durante o governo de Bill Clinton, e foi subsecretário de Estado entre 1977 e 1981, durante a administração do também democrata Jimmy Carter.

Nunn, 70 anos, representou o Estado da Geórgia no Senado entre 1992 e 1997. Ele presidiu a comissão das Forças Armadas.

"Há muita desinformação", assinalou a equipe.

Entre outros nomes citados pela imprensa como possíveis secretários de Estado de Obama figuram o ex-candidato a presidência John Kerry e o governador do Novo México, Bill Richardson.

Além disso, a imprensa especula que Obama pode manter no cargo o atual secretário de Defesa, Robert Gates. Porém, até agora a única designação oficial foi a de Rahm Emanuel como chefe de Gabinete.

Já o jornal Washington Post informa que o atual diretor da Inteligência Nacional e o diretor da CIA serão substituídos quando Obama assumir a presidência dos Estados Unidos.

Os democratas são contrários a manter em seus cargos o atual diretor da Inteligência Nacional, Mike McConnell, e o diretor da Agência Central de Inteligência, Michael Hayden, indica o jornal, citando fontes não identificadas.

O motivo: ambos apoiaram publicamente algumas das políticas mais controversas do governo de George W. Bush, como a utilização de métodos agressivos de interrogatório de suspeitos de terrorismo e as escutas telefônicas.

Um legislador democrata que integra a comissão de inteligência do Senado afirmou ao Post que há um "consenso" para afastar os dois funcionários.

Entre os nombres cogitados para substituí-los estão o do senador republicano Chuck Hagel e o ex-funcionário da CIA John Brennan.

AFP

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