
Atualizada às 11h36 Diversos líderes da política mundial mandaram mensagens parabenizando a vitória de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos e, junto, enviaram pedidos de paz e de recuperação econômica para seus países e, conseqüentemente, para o mundo.
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O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse esperar que a América se una à Europa para levar o mundo a um novo 'new deal'. "Espero, sinceramente, que sob a presidência de Obama, os Estados Unidos unam forças à Europa por este 'new deal', para beneficiar o mundo inteiro", declarou Barroso.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, felicitou Barack Obama por sua "vitória brilhante", em um comunicado difundido em Paris. "Receba as felicitações mais cálidas, minhas e de todo o povo francês. Sua vitória brilhante recompensa um compromisso incansável a serviço do povo americano", escreveu o presidente francês.
Já a chanceler alemã, Angela Merkel, incentivou Obama a enfrentar, com apoio da Europa, os desafios que o mundo enfrenta atualmente. "Estou convencida de que, graças à estreita e confiante colaboração entre Estados Unidos e Europa, enfrentaremos decididamente os novos perigos e riscos e saberemos aproveitar as múltiplas oportunidades que se abrem para nosso mundo globalizado", disse ela em um comunicado.
O presidente da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que a vitória de Obama abre "uma nova era" para o diálogo nas relações internacionais. Fontes do Executivo espanhol disseram que Zapatero conversará com Obama nas próximas horas para parabenizá-lo por sua vitória.
O vice-ministro de Assuntos Exteriores russo, Grigori Karasin, disse que seu país espera que o triunfo de Obama leve Washington a uma interação mais construtiva com Moscou. "As notícias dos resultados das eleições americanas mostram que todos podem esperar uma renovação das posições dos EUA em relação aos problemas mais graves, incluindo os da política externa e, portanto, os vinculados às relações com a Federação da Rússia", disse Karasin.
Ásia e OrienteO presidente afegão, Hamid Karzai, pediu mudanças na "guerra contra o terror" que o exército americano empreende no Afeganistão. "Espero que sua eleição traga paz e vida ao Afeganistão. Nossa reivindicação ao novo presidente é que apresente mudanças em sua estratégia de guerra contra o terror", disse Karzai.
O presidente afegão assegurou que espera trabalhar com Obama, embora tenha reiterado que a "guerra contra o terror" não deveria acontecer em cidades afegãs, mas nas bases que os insurgentes mantêm nas áreas fronteiriças com o Paquistão. Os EUA comandam no Afeganistão uma coalizão que conta com cerca de 15 mil soldados americanos.
Já o dirigente palestino, Mahmud Abbas, pediu que sejam acelerados os esforços visando uma solução pacifica para o conflito entre palestinos e israelenses. Segundo o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina, "o presidente Abbas espera que a nova administração continue fazendo da paz uma de suas prioridades".
"O presidente Abbas felicita o presidente americano eleito Barack Obama em seu nome e em nome do povo palestino e espera que ele acelere os esforços para se obter a paz, já que a solução do problema palestino e do conflito árabe-israelense é a chave da paz mundial", afirmou o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina.
O Irã considerou o triunfo de Barack Obama nas eleições americanas como uma demonstração do fracasso da política externa do ainda presidente George W. Bush, e insistiu em que os Estados Unidos devem mudar de atitude. "O povo americano tem de mudar suas políticas", disse Gholamali Haddad Ali, conselheiro do líder Supremo da Revolução Islâmica no Irã, Ali Khamenei.
Na China, o presidente, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, deram ênfase à importância de manter o progresso nas relações bilaterais entre os dois países. "O governo chinês sempre prestou muita atenção às relações entre China e EUA. Nessa histórica nova era, desejo que possamos levar a cooperação construtiva e a confiança a um novo nível, a fim de beneficiar a população dos dois países e de todo o mundo", disse Hu.
A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, considerou a vitória de Obama uma "medalha de honra para a democracia americana". A chefe da diplomacia israelense e líder do partido governante Kadima destacou o compromisso de Obama com a segurança de Israel. "Durante sua visita ao país, o povo israelense ficou impressionado com sua pessoa e seu compromisso em relação à segurança de Israel", disse Livni.
Com agências internacionais
Redação Terra
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AP
O presidente afegão, Hamid Karzai, quer mudanças na "guerra contra o terror" que os EUA empreende no Afeganistão
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