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Entenda as eleições presidenciais nos Estados Unidos

As eleições americanas estão marcadas para o dia 4 de novembro, mas quando os cidadãos votarem em seu candidato, na verdade estarão elegendo um grupo de colégios eleitorais, que decidirão quem será o novo presidente.

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O colégio eleitoral, criado em 1804 por uma emenda à Constituição, tem 538 membros. O número de integrantes dos colégios eleitorais de cada Estado é baseado no tamanho de sua população, sendo este número o mesmo que o de representantes no Congresso.

Além disso, o distrito de Colúmbia, que inclui a capital do país, não tem nenhum representante com direito a voto no Congresso, mas sim três colégios eleitorais, a cifra mínima para os Estados menos povoados. Enquanto isso, a Califórnia - o Estado mais povoado - tem 55.

O modo de designação dos colégios eleitorais varia de Estado para Estado, mas a Constituição americana é muito precisa quanto às qualidades que devem possuir. O artigo dois diz que nenhum membro do Congresso "nem nenhuma pessoa que tenha um cargo de confiança nos Estados Unidos" poderá ser nomeada delegado de colégio eleitoral.

O candidato que é eleito presidente é o que obtém a maioria dos votos no colégio eleitoral, ou seja, 270. Em caso de empate, a Câmara de Representantes (deputados) é encarregada de eleger o presidente. E se houve empate entre os representantes, é a vez do Senado escolher.

Eleito com menos votos
Em função dos colégios eleitorais, é possível que o presidente seja eleito sem ter sido o candidato mais votado pela população. Foi isso o que ocorreu em 2000 - quando George W. Bush foi eleito e Al Gore não - e também outras três vezes na história americana.

Isso acontece porque o candidato que vence na disputa estadual obtém todos os colégios do Estado. Por exemplo, na Califórnia, um candidato que ganhe de outro apenas por um voto obtém os 55 colégios. As duas únicas exceções são o Maine e Nebraska, onde a representação é proporcional aos votos obtidos.

Devido a esta particularidade, os candidatos precisam privilegiar alguns Estados-chave (como Flórida, Ohio, Pensilvânia, Michigan e Colorado), capazes de passar de um lado para outro e decidir assim a eleição.

Em compensação, não fazem campanha em alguns Estados em que, apesar de haver colégios eleitorais em jogo, na prática é quase impossível mudar sua inclinação para um ou outro partido. Por exemplo, o Texas (34 grandes electores) é republicano, e Illinois (21) é democrata.

Os colégios eleitorais se reúnem na capital de seus respectivos Estados para eleger o presidente na primeira segunda-feira depois da segunda quarta-feira de dezembro, o que, neste ano, cai em 15 de dezembro. O próximo presidente dos Estados Unidos assumirá em 20 de janeiro de 2009.

AFP

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