
Atualizada às 21h50 Barack Obama foi designado oficialmente nesta quarta-feira candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, durante a convenção dos democratas, em Denver (Colorado).
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Hillary Clinton, adversária de Obama nas primárias democratas, pediu aos delegados da convenção que deixassem de lado o procedimento de voto para eleger Obama por aclamação, o que ocorreu, aos gritos de "unidade".
Em nome do Estado de Nova York e pelo "espírito de unidade", Hillary propôs a suspensão da votação e a eleição imediata de Obama. Barack Obama aceita a indicação, disse, logo em seguida, a presidente da convenção, Nancy Pelosi.
Quando a votação foi interrompida, Obama contava com 1.549 votos contra 341 para Hillary, faltando 2.210 para ser proclamado candidato. Os delegados aprovaram ao mesmo tempo a candidatura à vice-presidência de Joe Biden, o experiente senador por Delaware e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, cujo nome foi anunciado no sábado passado.
Hillary Clinton já tinha autorizado nesta quarta-feira seus delegados a votar em Barack Obama: "Estou aqui hoje para lhes devolver a liberdade", declarou a senadora de Nova York ao final de uma reunião com seus eleitores na convenção, pouco antes do início da votação.
Na noite de terça-feira, Hillary disse: "Barack Obama é meu candidato", diante das cerca de 20 mil pessoas reunidas no Pepsi Center de Denver, onde acontece desde segunda-feira a convenção democrata.
Barack Obama precisa do voto dos cerca de 18 milhões de eleitores de Hillary se quiser conquistar a Casa Branca, no início de novembro. Desde o início da Convenção, os democratas tratam de passar uma imagem de unidade e curar as feridas abertas durante as primárias, quando Hillary e Obama travaram uma dura batalha.
Na luta para conquistar o voto hispânico, Michelle, mulher de Obama, prometeu hoje uma reforma migratória que permita a regularização de "12 milhões" de imigrantes ilegais, provocando os aplausos dos delegados latinos em Denver.
"Em um mundo ideal, teríamos uma política migratória que permitiria regularizar a situação de 12 milhões de pessoas", declarou Michelle durante uma reunião com membros da comunidade latina.
O eleitorado hispânico, que será crucial nas eleições presidenciais de 4 de novembro, se inclinou amplamente para o lado de Hillary Clinton durante as primárias.
Michelle Obama ganhou uma verdadeira ovação quando prometeu "abrir o caminho da cidadania" a estes imigrantes ilegais, para que eles "não precisem mais temer as batidas das autoridades migratórias".
Barack Obama se disse diversas vezes favorável a uma reforma migratória que regularize os 12 milhões de ilegais que moram atualmente nos Estados Unidos, mas que também facilite o acesso à cidadania americana.
AFP
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