
Atualizada às 11h51 O candidato do Partido Democrata à Casa Branca, Barack Obama, disse ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que se envolverá no processo de paz do Oriente Médio se chegar à presidência dos Estados Unidos, informaram fontes palestinas.
Segundo o chefe de negociação palestino, Saeb Erekat, após a reunião que Abbas e Obama realizaram hoje na cidade cisjordaniana de Ramala, o candidato democrata disse a seu interlocutor que "não perderá um minuto" nesse sentido se for eleito presidente dos Estados Unidos.
Erekat disse que a reunião teve uma hora de duração e que Obama também afirmou ao presidente da ANP que está se preparado para interpretar um "papel construtivo" no Oriente Médio, caso ganhe as eleições presidenciais americanas.
O chefe de negociação palestino disse que Abbas deu "as boas-vindas" à visita de Obama, que, na sua opinião, "reflete a importância do problema palestino na política externa americana".
Saeb Erekat fez esta declaração aos jornalistas após negar que tivesse sido convocada uma entrevista coletiva conjunta entre Obama e Abbas, após o encontro entre os dois, apesar de ter sido anunciada na imprensa local, tanto palestinos quanto israelenses.
Após sua estadia em Ramala, Obama prosseguirá sua agenda com um encontro com a ministra de Exteriores de Israel, Tzipi Livni, com quem irá à localidade israelense de Sderot.
Essa população era alvo freqüente dos foguetes artesanais que os milicianos palestinos lançavam a partir da Faixa de Gaza até a trégua assinada em junho, entre Israel e o movimento islâmico Hamas, que controla esse território palestino.
Obama concluirá o dia em Jerusalém com um percurso pelo Muro das Lamentações e um jantar com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, antes de dar por encerrada amanhã sua viagem pelo Oriente Médio, que incluiu antes períodos e escalas no Afeganistão, Iraque e Jordânia.
EFE
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