
Atualizada às 19h29 O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse na segunda-feira que os Estados Unidos nunca devem permitir que o Irã provoque um "segundo Holocausto" contra o povo judeu.
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A declaração foi feita a uma TV israelense na véspera de seu rival democrata, Barack Obama, chegar a Israel, onde deve se encontra com dirigentes locais, além de lideranças palestinas.
Israel, que supostamente possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, vê no Irã uma ameaça à sua própria existência. Em julho, o primeiro-ministro Ehud Olmert disse que seria necessário impedir "por todos os meios possíveis" que a República Islâmica adquira armas nucleares.
Questionado pelo Canal 2 de Israel sobre seu apoio a um eventual ataque de Israel a instalações nucleares do Irã, McCain evitou uma resposta direta, mas disse: "Tenho de olhá-los nos olhos e lhes dizer que os EUA não podem nunca permitir um segundo Holocausto".
Ele defendeu mais sanções da comunidade internacional contra o Irã para impedir o país de obter armas atômicas. "Espero que isso nunca aconteça. Espero que Israel não se sinta ameaçado", disse McCain, que novamente rejeitou a hipótese de se reunir diretamente com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que certa vez prometeu riscar o Estado judeu do mapa.
No sábado, seis potências ocidentais (inclusive os EUA) deram ao Irã duas semanas para responder a um pacote que oferece incentivos políticos e econômicos em troca da suspensão das atividades de enriquecimento de urânio. Teerã garante que seu programa nuclear é pacífico.
Reuters
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