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Terça, 27 de maio de 2008, 14h35 Atualizada às 15h15

Obama e McCain fazem campanha em três Estados

Barack Obama e John McCain continuam sua campanha em três Estados do oeste dos Estados Unidos que devem ser fundamentais para definir as eleições presidenciais de 4 de novembro, ao mesmo tempo em que crescem as apostas sobre seus possíveis vice-presidentes.

Novo México, Nevada e Colorado votaram no atual chefe da Casa Branca, George W. Bush, nas eleições de 2004, mas a vitória do presidente foi apenas por uma pequena margem.

Assim, Bush derrotou seu adversário democrata, John Kerry, no Novo México por 49,84% a 49,05%. A vantagem não foi muito maior em Nevada (50,5% contra 47,9%) e Colorado (51,7% contra 47%). Se Kerry tivesse vencido, poderia agora estar ocupando o lugar de Bush na Casa Branca.

Isso pode explicar porque tanto o candidato presidencial republicano, John McCain, quanto o favorito a obter a candidatura democrata, o senador por Illinois Barack Obama, tenham decidido fazer campanha nos três estados.

Os dois estiveram na segunda-feira no Novo México e percorrem hoje os desertos de Nevada, onde Obama deve realizar vários atos eleitorais, e Colorado, aonde irá McCain, que tem prevista também uma breve aparição conjunta com Bush em um ato de arrecadação de fundos em Phoenix, Arizona.

As últimas pesquisas indicam que os democratas ganharam terreno nos três estados importantes, onde conseguiram várias cadeiras para as legislaturas estaduais e ao Congresso.

Mesmo assim, a batalha deve ser acirrada. McCain parte com a vantagem de ser senador pelo Arizona, um estado vizinho, o que tecnicamente faz com que conheça mais as demandas locais.

Obama tem a seu favor sua poderosa mensagem de mudança, com o potencial de ser bem acolhida em estados como Nevada, muito afetado pela atual crise imobiliária, com taxas de execuções hipotecárias quase quatro vezes acima da média do país.

Seu calcanhar de Aquiles são os latinos, que votaram em massa em sua adversária democrata, a senadora Hillary Clinton, e entre os quais McCain é bem visto.

Esse grupo aparece como tendo grande importância nestes três estados em novembro. Só no Novo México, por exemplo, há mais de 500 mil hispânicos aptos a votar.

O jornal Los Angeles Times lembra hoje que Bush conseguiu o voto de pelo menos 44% dos latinos no Novo México em 2004, o que lhe deu a vitória frente a Kerry nesse Estado.

Para fazer frente à sua desvantagem, Obama conta com o importante apoio do governador do Novo México, Bill Richardson, que o apresentou na segunda-feira durante um ato eleitoral em seu Estado como um líder excepcional, desses que surgem "só uma vez em cada geração".

McCain, por sua vez, lançou na segunda-feira um novo anúncio destinado aos hispânicos que servem ou serviram no Exército americano.

O senador foi um dos principais defensores dentro de seu partido de uma reforma migratória que abra um caminho à cidadania para os 12 milhões de imigrantes ilegais, o que poderia ser bem recebido no Novo México, em Nevada e no Colorado.

Obama reconheceu na segunda-feira o desafio que enfrenta: "Vamos ter de trabalhar duro para que os eleitores desta região nos conheçam", disse.

O aspirante democrata, no entanto, afirmou estar convencido de que sua mensagem de mudança, sua aposta no seguro médico universal e uma política energética "coerente" atingirão os eleitores da zona.

Além da incipiente batalha entre Obama e McCain pelo distante oeste, os analistas continuam hoje seu debate sobre quem serão os respectivos vices.

Entre os favoritos para compor a chapa de McCain estão o ex-aspirante republicano à Casa Branca, Mitt Romney, e os governadores da Flórida, Charlie Crist, e da Louisiana, Bobby Jindal, com que se reuniu em seu rancho do Arizona este fim de semana.

No caso de Obama, ganha força a possibilidade de que seu companheiro de campanha seja o senador pela Virgina Jim Webb, um ex-marine, herói condecorado da Guerra do Vietnã e ex-secretário da Marinha durante a Presidência de Ronald Reagan.

Esse histórico lhe dá "uma experiência em segurança nacional que poucos democratas podem equiparar" e que complementaria bem a falta de experiência de Obama nessa frente, indicava na sexta-feira o jornal The Atlantic.

EFE

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